Oies BOOKAHOLICS!  Último livro da Maratona Literária de Inverno 2016 e estou muito feliz que consegui finalizar esta leitura, e por conseguir encaixar o liro na minha TBR ❤ Eu estava muito ansiosa porque sigo os canais da Pam Gonçalves e da Bel Rodrigues, e até fui ao evento O amor nos tempos de #likes | Lançamento em São Paulo 🙂

Os demais livros que li na maratona já tem resenha aqui no blog, sendo: Trilogia: Destino / Travessia / Conquista – Por Ally CondieOs Bons Segredos – Por Sarah Dessen e Battle Royale – Por Koushun Takami (confiram! 😉 ) A última semana da maratona tinha como tema “diversidade” que incluíam temas na esfera LGBT, etnias, etc.

MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2016 – SEMANA IV “DIVERSIDADE”

DESAFIO ANUAL: 36/50

o amor nos tempos de

  • Título original: O amor nos tempos de #likes
  • Autores: Pam Gonçalves, Isabel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira
  • Editora: Galera Record
  • Gênero: Romance
  • Lançamento: 2016
  • 272 Páginas
  • Classificação: 5/5 ❤ ❤ ❤

Sinopse: Quatro grandes booktubers se unem em uma coletânea que reinventa contos românticos na era digital. Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em O Amor nos tempos de #likes, quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam Orgulho e Preconceito (Pam Gonçalves), Dom Casmurro (Bel Rodrigues) e Romeu e Julieta (Pedrugo).

KEEP CALM: NÃO HÁ SPOILERS NESSA RESENHA! 

As editoras têm investido muito no segmento de livros de contos com vários autores em um só volume e parece que o resultado tem funcionado bem. Ano passado a editora Gutemberg publicou Um Ano Inesquecível – Por Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças que fez muito sucesso. A ideia da Galera Record foi um projeto com contos escritos por booktubers para ser lançado na semana do dia dos namorados, tendo como base livros clássicos.

Foi muito legal acompanhar o Diário de Escrita no canal da Pam e também vídeos de perguntas e respostas sobre o livro que me deixaram tão ansiosa, porque é muito inspirador ver pessoas realizando os seus sonhos! ❤

 

 

 

Eu confesso que amei toda a edição do livro, a capa é linda, as cores, as fontes utilizadas e todos as ilustrações que remetem ao estilo utilizado na internet ❤ Esse livro é daqueles que você começa a ler e gostar tanto e não quer que termine ❤ Eu simplesmente amei os contos e cada um deles conseguiu abordar várias questões que realmente precisam ser dialogadas.  Nos dois primeiros contos pude perceber muito da personalidade da Pam e da Bel em suas personagens, já que acompanho os canais delas há dois anos 😉 O legal foi   que mesmo as histórias são independentes acabam se ligando pelo ambiente da rede, a Internet internet e o YouTube. Vou  abordar a resenha de modo a comentar as minhas experiência em cada um dos contos separadamente 😉

Próximo destino: amor (Pam Gonçalves) 

Eu confesso que tive certo receio ao ler este conto por ouvir ouvir um comentário de que era exatamente igual ao livro “A probabilidade estatística do amor à primeira vista”, mas quando a leitura começou percebi que era muito melhor. A autora conseguiu criar uma história emocionante e motivadora em tão poucas páginas, nos fazendo torcer muito por seus personagens <3. O conto tem seus capítulos alternados entre o ponto de vista de Liz e William,  ou melhor Will, rs. Liz é uma famosa youtuber que não acredita na ideia do casamento como o padrão a ser seguido para a sua vida, assim, sua mãe tenta em todas as oportunidades mudar a cabeça da filha no intuito de lhe arrumar um marido que tenha preferencialmente uma excelente renda. Além disso,  Liz ainda precisa lidar com o fato de sua profissão não ser “adequada” para os padrões que tanto sua mãe, como a sociedade conservadora têm sobre os profissionais da internet, especialmente os profissionais do YouTube.

“As pessoas seriam mais felizes se não vivessem a expectativa de outras pessoas.” (Pág.  30)

Liz resolve passar o final de semana em Florianópolis para visitar sua família já que resolveu se mudar para São Paulo e no dia da viagem tudo começa parecer dar errado até uma tempestade deixando-a presa no aeroporto e aí conhecemos William.  Will tem 23 anos e está assumindo os negócios da família desde que seus pais morreram,  com muita responsabilidade Will ainda cuida da irmã mais nova que está doente. Há muitos mal entendidos e acredito que a ideia principal na relação desses personagens é justamente o julgamento que se tem de uma pessoa só pela sua aparência ou algum momento de suas vidas sem conhecer a história que está por trás.

Outro ponto que achei interessante foi a Pam destacar o “outro lado” que há na vida de youtubers,as cobranças e a obrigação de não poder reclamar da vida “perfeita” que eles têm,  pois ganham muito (aparentemente).

Além disso, o conto também nos faz refletir sobre o medo de se abrir de verdade aos relacionamentos e as oportunidades que aparecem na vida, mesmo nos lugares mais imprevisíveis que um aeroporto.

“O ódio e o amor caminham juntos. Muitas vezes eles são usados como disfarce. Pessoas que nos odeiam se fingem d amigas para aplicar o bote. E pessoas que nos amam fingem odiar por ter medo de amar. É muito mais fácil odiar do que amar. No ódio,  você se fecha. No amor, se abre e fica vulnerável. ” (Pág.  35)

(Re)começos (Bel Rodrigues)

“Acreditamos que, quando entregamos nossa alma a uma pessoa,  receberemos algo à altura. Ninguém nos ensina como evitar uma decepção.” (Págs. 89 e 90)

No conto da Bel conhecemos a Maria Eduarda,  ou melhor a Madu. Narrado em terceira pessoa,  mas com acesso aos pensamentos e sentimentos da garota, acompanhamos o recomeço de sua vida, se recuperando do seu último relacionamento que a deixou muito desestabilizada pelos abusos psicológicos e machistas que sofreu.

“As coisas precisavam acontecer,  mágoas antigas precisavam ser curadas para que novas mágoas fossem construídas.  E assim continuaria a vida, porque ela nunca se interrompe para que você levante de uma queda; é justamente essa continuidade que faz as feridas cicatrizarem. ” ( Pág. 86)

Às vésperas de completar 18 anos, Madu faz uma viagem à Búzios,  no Rio de Janeiro, nas férias de julho do  último ano do ensino médio.  Saindo de São Paulo a garota com estilo digamos que mais alternativo acredita que essa viagem será um tempo para si mesma,  longe de tudo e com novas oportunidades depois de tanto tempo em terapia tentando se curar.

Em busca de novas experiências Madu resolve se aventurar num encontro às escuras, e acaba se divertindo muito com uma voz que lhe soa muito familiar,  conversam sobre livros, filmes, séries,  e percebem que tem muito em comum mesmo sem se verem na escuridão que domina o bar do encontro.

Como o conto é baseado em “Dom Casmurro” de Machado de Assis, o que mais gostei é que a autora focou a história no ponto de vista de Capitu a partir da personagem Madu, não por acaso, olhar de Madu é muito evidenciado como uma das características da garota, semelhante a Capitu que tem “olhos de cigana oblíqua e dissimulada, olhos de ressaca”.

O conto nos faz refletir sobre as novas oportunidades que a vida pode trazer após os momentos ruins, e a importância de tentar buscar o remédio para curar as feridas do coração e da alma. ❤

“Seria terrível ter que conviver com palavras que não foram ditas e com beijos que não foram dados,  não é?  Nós não sabemos de nada, não sabemos como as coisas podem mudar se deixarmos o orgulho de lado. Nunca sabemos quando tudo pode dar errado.” (Pág.  154)

337 km (Hugo Francioni e Pedro Pereira)

O  terceiro conto também é muito bom e muito fofo, trata de relacionamento à distância, relacionamento entre os pais quando se é gay. Narrado em primeira pessoa e com capítulos alternados entre os personagens Ramon e Júlio.

“Julgamos um sorriso sem saber quanta dor é emitida para mantê-lo no rosto” (Pág.  234)

Ramon é estudante de jornalismo,  deixou sua cidade natal para estudar, trabalha numa livraria e é apaixonado por toda cultura geek.  Júlio é filho de um,  casal dono de uma rede de hotéis,  mas diferente do que seus pais esperam o sonho do rapaz é ser escritor e não assumir os negócios da família.  Os dois rapazes se conhecem pela internet num grupo de escrita criativa. A amizade começa com os gostos em comum que eles têm entre filmes, livro e séries.

Júlio luta para provar aos pais que ser escritor pode ser sim uma profissão tão digna como administrador da rede de hotéis da família, mas tem insegurança sobre os seus textos e muita dificuldade em encontrar uma editora para publicar seu primeiro livro.

Após alguns desencontros, mal entendidos e uma viagem finalmente os dois podem se reencontrar após tantas horas conversando durante a madrugada. Os dois finalmente dão lugar ao sentimento, deixam o medo e ansiedade, mas será que a distância será um problema com eles morando em estados diferentes?

Neste conto há várias referências, entre elas Tiago Iorc <3, a chefe de Ramon se chama Miranda e aparentemente é tão megera como a Miranda Priestly de “O diabo veste Prada” e Cristina, amiga de Júlio é tão sincera quanto a Christina da série “Divergente” 😉 hahaha.

Eu simplesmente amei o livro e mais interessante é que todos os contos dão margem a uma possível continuação,  vai que rola não é?

Esse livro mostra que livro de youtuber pode sim ter qualidade e questões pertinentes para serem discutidas,  principalmente num público mais jovem que é a maioria de seus leitores!  ❤

Eu super recomendo essa leitura  e espero que gostem muito da mesma forma que também amei!

Até o próximo post!

Camila Melo 

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37 comentários em “Resenha | O amor nos tempos de #likes, Por Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira

        1. Hahaha. Eu tbm li “UAI” esse ano pq não conhecia a escrita dessas autoras e foi uma ótima experiência 🙂 O meu conto preferido foi o da Babi Dewet, tanto que já comprei o novo livro dela “Sonata em punk rock” e detestei o conto da Thalita Rebouças, rs 😉

          Curtido por 1 pessoa

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