Oies BOOKAHOLICS! Finalmente trouxe a resenha dessa trilogia 😉 Como vocês sabem, ou não, estou participando da Maratona Literária de Inverno 2016 e na primeira semana que tinha como desafio ler livros encalhados da estante eu resolvi pegar essa série.

Primeiramente preciso dizer que eu atrasei (avá!) mas tenho os meus motivos, rs. Primeiro eu quis finalizar o terceiro livro Los Angeles (Maggie Walsh) , do projeto de (Re)Leitura: Série Família Walsh – Por Marian Keyes, tive o casamento do meu primo no dia 09 e meu aniversário dia 10. Como tenho mais tempo disponível (em tese) para ler nos finais de semana por causa do estágio, nesse em específico foi muito corrido para mim e espero que consiga adiantar os demais livros da maratona! 😉

MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2016 – SEMANA I “ENCALHADOS” 

DESAFIO ANUAL: 31, 32, 33/50

 

KEEP CALM: NÃO HÁ SPOILERS NESSA RESENHA!

A trilogia “Matched, Crossed e Reached” foi publicada nos anos de 2010, 2011 e 2012, respectivamente, no gênero da distopia com toques de ficção científica, no Brasil, a Editora Suma de Letras que comprou os direitos e lançou a trilogia. Aproveitei uma promoção da Submarino e paguei menos de R$ 30,00 pelos três livros, mas vi tantos comentários negativos sobre a série que deixei de canto desde de 2014 quando fiz a compra. A minha resenha vai abordar as minhas impressões dos 3 livros no geral (sem spoilers) e com algumas comparações com demais distopias porque não tem como fugir não é mesmo? rs 😉

Sinopse de “Destino”: E se a sociedade escolhesse com quem você vai passar o resto da vida? Destino, primeiro volume de uma trilogia da autora americana Ally Condie, em poucas semanas figurou na lista do New York Times. Na distopia criada pela autora, o futuro parece muito tranquilo. Os indivíduos têm acesso à educação, emprego e todo o bem-estar que um governo pode proporcionar – as ruas são extremamente limpas e organizadas e os meios de transporte são moderníssimos. Mas é esse mesmo governo, a quem todos chamam agora de Sociedade, é que decide onde se deve morar, o que comer, onde trabalhar, como se divertir, com quem se casar e quando se deve morrer. Em Destino, a protagonista Cassia tem absoluta confiança nas escolhas que a Sociedade lhe reserva. Ter o futuro definido pelo sistema é um preço aparentemente pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável e pela escolha do companheiro perfeito para formar uma família. Como a maioria das meninas, aos 17 anos, ela já está pronta para conhecer seu par. Após o anúncio oficial, a menina sente-se mais segura do que nunca. Romântica, sonhava há anos com o momento do banquete do par, a cerimônia em que a sociedade aponta aos jovens com quem irão casar. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander – bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos, tudo parece bom demais para ser verdade.

Como na distopias atuais, essa série também se inspirou em uma distopia clássica do passado “Fahrenheit 451” do autor Ray Bradbury, uma leitura incrível e super recomendo também foi a fonte de inspiração da autora Ally Condie.

O romance apresenta um futuro onde todos os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas antissociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido. O personagem central, Guy Montag, trabalha como “bombeiro” (o que na história significa “queimador de livro”). O número 451 é a temperatura (em graus Fahrenheit da queima do papel, equivalente a 233 graus Celsius.

O fato da autora ter se inspirado nessa distopias clássica não significa que ela tenha copiado a história ou até mesmo criado a sua versão,  apenas a utilizou como base:

Os funcionários dos níveis mais altos votaram a favor da eliminação de distrações como o excesso de poesia e música, mantendo apenas uma quantidade ideal com o intuito de incrementar a cultura e saciar o desejo de fruição da arte. Foram formados os Comitês dos Cem, um para cada área da arte,  a fim de supervisionar as escolhas.  Esse foi o início do abuso do poder por parte da Sociedade.  Aboliram também a prática de permitir que cada geração decidisse, por meio de voto, se queria ou não viver sob o comando da Sociedade. (Travessia – Pág.  117)

No geral eu achei a série interessante, a ideia principal da autora foi muito legal e fiquei muito curiosa para saber como ela desenvolveria a história. No primeiro livro “Destino” somos apresentados aos personagens, e o regime totalitário em que as distopias são geralmente ambientadas, mas nesse eu achei que tudo se resumiu ao triângulo amoroso envolvendo Cassia, Xander e Ky, tive a impressão de que as características da sociedade não foram muito bem apresentadas, foi muito superficial. Com  a história é abordada pelo ponto de vista de Cassia, não há muita ação nas cenas e vamos descobrindo os fatos à medida que Cassia também os descobre, e da mesma forma que ela está perdida por algo diferente acontecer com ela não consegui criar empatia por essa personagem.

O segundo livro “Travessia” foi muito melhor já que mais detalhes foram sendo acrescentados à história, além de ter o ponto de vista de dois personagens, Cassia e Ky, eu até acredito que se tirasse todo os “mimimis” do primeiro livro poderia juntar o primeiro e o segundo volume da trilogia sem problema nenhum. A autora conseguiu explorar muito mais às características do ambiente distópico, além de criar mais ação às cenas.

O terceiro livro “Conquista” foi o melhor de todos, mas claro que só teve esse impacto devido à preparação que houve nos dois livros anteriores. Sob o ponto de vista de Cassia,  Xander e Ky  há muita ação,  reviravoltas e surpresas ao longo do último livro desta trilogia, como é de se esperar em trilogia distópica 😉 . E já que estamos abordando o estilo da autora sob mostrar a história sob vários pontos achei excelente a forma como foi muito bem desenvolvida no segundo e terceiro livro da série.  É possível perceber que a autora pensou nessa possibilidade e desenvolveu perfeitamente, a história não teria sentido se não fosse dessa forma.

Comparando a personagem Cassia com Katniss e Triss não senti que ela se manteve na mesma ideia  de empoderamento feminino que Jogos Vorazes e Divergente explicitam em suas histórias, talvez seja até por isso que não consegui simpatizar e torcer tanto por essa personagem.  E ainda, o desfecho da trilogia não foi muito claro para mim, eu achei que o ponto primordial que é o regime totalitário deveria ter uma conclusão mais direta.

Mas a final vale a pena ou não ler?  Eu acredito que a leitura só valerá a pena se lida sem nenhuma pretensão de acreditar que é algo revolucionário, esperar julgar com as demais distopias, se é que possível, rs 😉 E para os que são fãs de distopias é muito interessante,  além de reviravoltas,  descobrir quem é o vilão e em que se pode confiar.

Me contem nos comentários se já leram algum livro dessa série ou se estão participando da Maratona Literária de Inverno, vou adorar saber! 😉

Até o próximo post!

Camila Melo 

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15 comentários em “Resenha | Trilogia: Destino / Travessia / Conquista, Por Ally Condie

      1. Sim sim Ca, algumas distopias deixam um pouco a desejar… vi que você disse mesmo que o primeiro e o segundo livro poderiam ser apenas um só e que o terceiro foi o melhor… também não gosto de muito mimimi nas histórias ou enrolações hahaha. Mas quem sabe eu não leia essa trilogia um dia hehe.
        Beijinhos ❤

        Curtido por 1 pessoa

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