[10 séries para 2020] Jane the Virgin: referência de novelas latinas nos Estados Unidos

Oies Bookaholics!

Hoje quero compartilhar com vocês as minhas impressões sobre Jane the Virgin, que estava na minha lista de 10 séries para 2020 🙂

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Quando Jane (Gina Rodriguez) era uma garotinha, ela jurou permanecer virgem até o dia do seu casamento. Agora que Jane está com 23 anos de idade, seu noivo, Michael (Brett Dier), tem a vida do casal toda planejada e as coisas estão encaminhadas. Até que Jane é acidentalmente inseminada. Agora ela está grávida; e o pai da criança é uma antiga paixão dela e seu atual patrão, Rafael (Justin Baldoni); e o próprio pai (Jaime Camil) de Jane, a quem ela nunca conheceu, é o protagonista em sua telenovela favorita. É como se a vida dela fosse uma novela onde ela é a estrela.

Como eu notei que esta era uma das séries mais longas comecei assistindo desde janeiro, mas não conseguia me conectar com os personagens e achava tudo muito dramático. Pensava que talvez nem conseguiria assistir essa série até o final, ao poucos fui dando chance e graças à quarentena eu finalizei as 5 temporadas, já que eu precisava de alguma coisa mais leve e divertida para me distrair. Eu fiquei tão viciada na série que precisei utilizar de outros métodos para assistir à temporada final que ainda não está disponível na Netflix e nem tem previsão de quando estará disponível no catálogo.

Para quem já assistiu à alguma novela latina, principalmente as mexicanas que são exibidas até hoje no SBT sabe muito que as tramas são permeadas de muitos dramas e reviravoltas, como A usurpadora, Maria do Bairro e tantas outras. E não é diferente em Jane the Virgin, com exceção que a série trouxe uma atmosfera mais leve e com humor para tratar de tantas desgraças e diversos clichês: triângulo amoroso, rivalidade feminina, crimes e muito suspense.

O foco principal da série é a relação da família Villanueva, composta pela matriarca Alba, sua filha Xiomara (Xo) e a neta Jane. Três mulheres completamente diferentes, mas que se mantém unidas com tantos altos e baixos que traçam as suas vidas. Claro que em muitos momentos o foco é voltado para Jane, a protagonista, mas é muito interessante ver como as diferenças geracionais e seus valores são determinantes para a identidade de cada uma dessas mulheres. Estamos falando também de representatividade ao termos três mulheres latinas como personagens principais de uma série produzida nos Estados Unidos.

giphy

Falando especificamente da Jane, no início da série ela tem 23 anos e está noiva do policial Michael, até que é acidentalmente inseminada e engravida, mas ela é virgem! Isso porque a sua avó super católica meio que traumatizou a garota desde nova falando sobre sexo antes do casamento. Mas Jane é uma mulher independente, trabalha em um hotel ao mesmo tempo que luta pela sua vida de escritora. E para quem se interessa pelo assunto e o mercado editorial (pelo menos o norte-americano) a série também aborda o processo de escrita de um autor, suas conquistas, inseguranças, ideias, bloqueios e rotina, assim como traz diversas referências, como a autora chilena Isabel Allende, que eu fiquei bem curiosa para conhecer mais a respeito.

Além disso com o passar dos episódios fui notando que a série estrelada por Gina Rodriguez tratava de diversos assuntos muito pertinentes como a maternidade solo marcada pela personagem Xiomara que criou Jane sem a presença do pai. E ainda a maternidade nos dias atuais e como Jane lida com o bebê que está para vir: nos casos de inseminação artificial de quem de fato pertence a criança? E ainda: há uma maneira certa de educar uma criança e como esses novos meios, como a educação não violenta, se difere dos modelos tradicionais? Com a personagem Alba são discutidas as questões de imigração clandestina nos Estados Unidos e fortes críticas às medida de separação de Trump ao mexicanos e outros povos latinos, não por acaso Alba fala majoritariamente em espanhol.

Outros temas importantes: depressão, depressão pós-parto, luto, insanidade, relacionamentos homoafetivos, adoção, sexualidade em diferentes idades, sexismo, xenofobia, adultério, assassinato, sociopatia

Alguns pontos que me incomodaram na série foi a quantidade de episódios, chegando a mais de 20 em algumas temporadas. E isso acabava refletindo também em outro aspecto, eu sentia que algumas tramas importantes eram lançadas para só retornarem alguns episódios depois, principalmente em relação à Luisa, a médica que inseminou Jane e que também é irmã de Rafael, o dono do esperma. Essa é uma personagem com vários conflitos que eu acho que merecia mais destaque.

Mas no geral foi uma série muito boa que eu adorei assistir, me emocionei em diversos momentos e me diverti em muitos outros, principalmente com o personagem de Rogelio De La Vega, o ator mexicano que tenta carreira nos Estados Unidos e é o pai da Jane.

 

Spoilers!

  • sobre o triângulo amoroso Jane – Michael x Rafael eu sempre fui #TeamRafael, mas fiquei chocada com a morte de Michael na terceira temporada 😦 e mais chocada ainda com o seu retorno com perda de memória;
  • achei incrível que a série quis desmistificar a rivalidade feminina e tornou a relação entre Jane e Petra cada vez mais forte e olha que Petra desde o começo aprontou várias contra Jane por conta de Rafael;
  • gostei do modo como o câncer de mama foi abordado na série e como a atriz que interpreta Xiomara foi incrível;
  • e quantas reviravoltas e planos infalíveis da vilã Rose / Sin Rostro: fiquei até confusa com tantas coisas que essa personagem tramou;
  • muito bom a série trabalhar a questão da maternidade colocando as dificuldades da Jane com seu filho Mateo, visto que o menino foi diagnosticado com hiperatividade e déficit de atenção;
  • adorei a surpresa ao ser revelado a identidade do narrador da série ❤
  • além do relacionamento homoafetivo aparecer desde o início com Luísa, adorei que a série abordou ainda mais esse tema ao tratar do relacionamento de Petra e JR.

 

 

Até o próximo post.

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3 Comentários

  1. […] [10 séries para 2020] Jane the Virgin: referência de novelas latinas nos Estados Unidos […]

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  2. Panzoquinha · · Responder

    Olááá´!!!
    Em relação a quantidade de episódios por temporada, eu acho que se da, porque a ideia da série é ser uma espécie de telenovela ( mesmo sendo série). Então eles importam não só o formato narrativo, mas o formato da duração também. As telenovelas são grandes é tanto que mesmo as temporadas sendo diferentes os episódios continuam e eles chamam de capítulos.
    Adorei o post! Espero que você e os seus estejam bem e seguros! Boa semana.

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    1. Oies! Desculpe a demora para responder =/ Agora que vi seu comentário sobre a quantidade de episódios faz muito sentido, obrigada 😉 Fico feliz que tenha gostado do post. Tenha um fds tranquilo, na medida do possível e seguro.

      Curtido por 1 pessoa

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