Resenha | Carrie, a estranha, de Stephen King + Considerações sobre o filme

Oies Bookaholics!

Outubro é considerado o Mês do Horror, e pelo terceiro ano consecutivo eu consegui ler um livro dentro da quantidade enorme das obras de Stephen King. Depois de Joyland e Misery – louca obsessão, o livro escolhido nesse ano foi Carrie, a estranha, publicado aqui no Brasil pela Suma Editora.

 

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Carrie – Tradução: Adalgisa Campos da Silva – 2013 – 200 Páginas 4/5

Até 1972, Stephen King ainda era um professor cujo salário mal dava para sustentar a mulher, Tabitha, e os dois filhos. Nas horas vagas, escrevia histórias de suspense, sempre rejeitadas pelas editoras. Foi então que finalizou mais uma obra. Em seguida, porém, desiludido com o mercado editorial, King arremessou-a pela janela. Foi Tabitha quem o convenceu de recuperar os originais e tentar outra vez. Enviado a um editor, o livro foi aceito. Nascia Carrie, a Estranha, obra que lançou Stephen King no cenário literário mundial.
O livro narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.

 

Um dos motivos de eu ter escolhido Carrie, a estranha para ler neste ano foi devido ao tamanho, com tantas leituras da faculdade eu queria um livro mais curto, e como esse tinha apenas 200 páginas percebi que não quebraria a minha tradição, rs. Mas além disso, outros dois motivos me instigaram a conhecer a estória de Carrie: o primeiro era que eu conhecia o enredo em quase sua totalidade, principalmente por conta dos filmes, mas queria entender alguns pontos; o segundo motivo é que esse foi o primeiro romance do autor.

Nesta edição há uma introdução assinada pelo pelo próprio autor contando quais foram as motivações que o fizeram contar a estória de Carrie e as dificuldades financeiras que sua família vinha passando naquele momento. Por mais que eu não me considere uma fã do autor, eu já alguns vídeos de resenhas sobre a biografia do King e fiquei muito curiosa em conhecer mais desse contexto e do seu processo, e estou bem tentada a ler a biografia escrita pela sua esposa Tabitha King, assim como seu livro Sobre a escrita, em que King relata sobre seu processo de escrita e dá dicas aos aspirantes a escritores.

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* Primeiras Impressões * Há 3 anos adotei o hábito de ler algum livro do Stephen King durante o mês de outubro, ou também conhecido "Mês do Horror". Após finalizar a primeira parte de 'Carrie, a estranha' eu fiquei horrorizada com 3 pontos: o fundamentalismo religioso da mãe de Carrie, o bullying que a garota sofre na escola porque realmente o ensino médio é um inferno, e, a autoridade exacerbada de professores a ponto de agredir fisicamente os alunos (e pior que alguns ali mereciam mesmo). As partes ditas sobrenaturais pouco efeito causaram em mim e mesmo sabendo como a história terminará, por conta da estrutura do romance, quero comprovar que o mais aterrorizante aqui são as pessoas mesmo. Por fim, a introdução do próprio King nessa edição, contando sobre as inspirações para escrever a história de Carrie, me deixou muito tentada a ler tanto "Sobre a escrita", como a biografia escrita pela sua esposa. . . . . . . #mesdohorror #stephenking #carrie #carrieaestranha #sumadeletras #Book #Books #Bookaholic #ABookaholicGirl #bookshelf #Instabook #instareading #lendo #bookish #instalibros #ilovereading #libros #instalivros #bookstagram #instaread #LoveBooks #AmoLivros #AmoLer #VamosLer

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Mas falando especificamente sobre Carrie, e tendo como base Misery, o que me fascina nessas estórias é que, pelo menos para mim, o terror  causado é muito mais pelos perfis humanos retratados. Isso porque em Carrie o que mais me deixou chocada foi as atitudes da mãe da garota, uma mulher extremamente religiosa ao ponto de chegar a ignorância extrema em diversos assuntos, e principalmente aos castigos que dá a Carrie, como deixar ela trancada por horas rezando num lugar opressor com várias imagens de Jesus sendo sacrificado. E isso acaba se refletindo na maneira como educa sua filha, que por conta desses exageros vira motivo de gozação na escola.

E aí entra a questão do bullying. O livro se passa na década de 1970 quando Carrie está no ensino médio, e diferente dos dias atuais, a consciência sobre o assunto não era tão disseminado como hoje. Carrie além de ser oprimida em casa, é marginalizada na escola e sofre muito por ser a “aberração”. As coisas começam a piorar no momento em que a garota tem a primeira menstruação e não tem ideia do que está acontecendo com seu corpo, porque a mãe nunca lhe disse, e acredito que naquela época ainda não tinha aula de educação sexual. Esse acontecimento marca Carrie de uma maneira muito profunda  e somado ao seu poder de telecinesia tudo piora com o baile de formatura e as consequências irreparáveis.

440 pessoas morreram, e até o momento, 18 ainda estão desaparecidas. Dentre as que morreram, 77 eram formandos da Ewen High School. Talvez isso, mais do que qualquer outra coisa, é que tenha tirado a coragem de Chamberlain. 

Apesar do livro ser bem curto, sua estrutura foi pensada a dar uma visão de totalidade dos acontecimentos do antes, o durante e o depois do fatídico baile. Com uma narrativa que traz múltiplos pontos de vista e alternância entre passado e presente, o leitor é jogado a diferentes fontes que tentam explicar as razões do poder de Carrie. E desde o começo o leitor sabe que alguma coisa ruim aconteceu e nos motiva a entender o como. No começo até que pode ser confuso por conta dos diversos personagens, mas conforme a leitura flui a gente consegue acompanhar e entender quem está narrando e quando esses relatos se passam. Por isso Carrie não limita apenas a estória de uma garota com poderes sobrenaturais, mas também remete à violência contra mulher, gravidez na adolescência, e aborto. E repito, em apenas 200 páginas!

 

Considerações sobre o filme

Há 3 adaptações cinematográficas do livro de Stephen King e todas muito criticadas, mas escolhi assistir a última lançada em 2013, que traz nos papeis principais Chloë Grace Moretz como Carrie, e, Julianne Moore como a mãe religiosa da garota. Dirigido por Kimberly Peirce, a  adaptação é muito fraca e não consegue sustentar o peso da narrativa de Stephen King. As atuações são boas, principalmente a de Julianne, mas não me convenceu e eu não gostei, eu esperava que o filme seguisse o formato similar de documentário que o livro tem, mas infelizmente isso não acontece.

 

Até o próximo post!

Redes sociais *Skoob/ *Goodreads/ *Instagram/ *Facebook/ * Filmow

 

 

 

 

8 Comentários

  1. Oi Camila, assisti esse filme uma vez, não é o estilo dos filmes que gosto de assistir, mas esse passou.

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    1. Oies Mauro! Nossa, eu particularmente corro de filmes e séries assim, mas como eu li o livro fiquei curiosa com o filme rs.

      Curtido por 1 pessoa

  2. Nossa assisti esse filme a muitos anos atrás… tem cenas que nunca esqueci. Fiquei com vontade de ler ele agora.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oies Bia! Nossa, confesso que achei o filme bem ruim, e olha que eu tinha medo de assistir hahaha. Mas o livro é muito bom, tomara que vc goste assim como eu 😉 Bjos

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  3. “Sobre a Escrita” é apaixonante!!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ahh, só vejo comentários positivos sobre 😉

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  4. […] Apesar da correria consegui seguir com a minha tradição de ler um livro do Stephen King durante o mês do horror e o escolhido da vez foi Carrie, a estranha. Além da minha curiosidade com a obra que gerou 3 adaptações cinematográficas a escolha também se fez por ser uma história bem curta. Falo mais detalhes no post: Resenha | Carrie, a estranha, de Stephen King + Considerações sobre o filme. […]

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  5. […] Mais uma adaptação que me decepcionou muito, e falo melhor no post: Resenha | Carrie, a estranha, de Stephen King + Considerações sobre o filme. […]

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