Filmes e Séries Junho de 2019 | Black Mirror, Grace and Frankie, entrevista com Malala e 5 filmes assistidos

Oies Bookaholics!

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Momento de falar sobre as coisa que eu assisti no mês de junho. Confesso que por conta do final de semestre foi difícil me concentrar em buscar histórias novas, por isso eu acabei assistindo majoritariamente séries, os filmes ficaram para o último final de semana do mês, momento em que eu já estava de férias.

Séries

Como eu disse eu não estava numa vibe de me concentrar em muitas coisas, e Grace and Frankie me salvou nesse sentido: uma série leve que não demandava muita atenção ou um enredo muito complexo e elaborado.

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Fiz resenha sobre as minhas impressões: [10 séries para 2019] Grace and Frankie: idosos protagonistas 😉

No começo do mês saiu a 5ª temporada de Black Mirror, e como eram só 3 episódios eu assisti, ainda mais porque as correrias de prazos e entregas de trabalhos estavam concentrados da segunda quinzena em diante.

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Depois de assistir a esta última temporada eu fiquei decepcionada e vocês podem conferir melhor as minhas impressões no post: Séries | Black Mirror está perdendo o “efeito Black Mirror”?

Descobri recentemente uma série na Netflix chamada My Next Guest needs no introduction com David Latterman (O próximo convidado dispensa apresentações), por enquanto há duas temporadas disponíveis com vários nomes importantes (ou talvez não tão importante e polêmicas dependendo do seu ponto de vista, rs) da atualidade, incluindo Barack Obama, Jay-Z etc. Mas por enquanto só me animei para assistir o episódio com a Malala Yousafzai. Eu sou fã com a jornada dessa garota, inclusive tem post no blog sobre sua biografia: Resenha | Eu Sou Malala, de Malala Yousafzai

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Malala luta pelo direito à educação, principalmente das mulheres, e um dos pontos que me chamou a atenção em sua entrevista é que por ela ser do Afeganistão, um país culturalmente diferente do nosso, e ela diz que a luta é contra uma ideologia misógina que tem medo de educar as mulheres, visto o poder que a educação pode exercer. Para Malala é pela educação que se transforma a sociedade, e por isso não só o governo precisa investir nesse setor como também os empresários, visto que todos fazem parte da sociedade. Refugiada no Reino Unido desde o ataque que sofreu, Malala faz faculdade e questiona a falta de investimentos  na educação, já que a educação tem um retorno econômico num país, principalmente nos momentos de crise, e não compreende porque os governantes não entendem isso. Claro que assim que ouvi essa fala logo me veio em mente a situação do Brasil, mesmo porque com o novo (des)governo foram cortadas verbas da educação, isso desde a educação básica ao nível de pós-doutorado, sendo até que a CAPES, uma das principais agências de fomento do país suspendeu concessão de bolsas de programas de mestrado e doutorado, com a manifestações estudantis e até mesmo o questionamento das universidades públicas, as agências voltaram atrás e diminuíram o número de bolsas afetadas, mas enfim…

Filmes

Como eu disse anteriormente só assisti filmes no último final de semana de junho e me dediquei também a alguns filmes mais leves, principalmente comédia romântica daquelas bem água com açúcar que eu adoro para descontrair.

 

cinderela popCinderela Pop (Dir. Bruno Garotti, 2019) – ★★★ – Netflix

Cintia Dorella (Maisa Silva) é uma adolescente que descobre uma traição no casamento dos pais. Descrente no amor, ela vai morar na casa da tia e passa a trabalhar como DJ, se tornando a Cinderela Pop. Mas ela não esperava que um príncipe encantado pudesse fazê-la se apaixonar.

Este filme nacional é inspirado no livro homônimo de Paula Pimenta, que eu já digo que não li. Achei o filme legalzinho, gosto da Maisa e a Fernanda Paes Leme arrasa como a madrasta vilã. O filme que acaba exagerando no drama para o meu gosto acaba por trazer também para discussão o amor próprio em relacionamentos e ir atrás dos sonhos.

 

gente que vai e volta Gente que vai e volta (Dir. Patricia Font, 2019) – ★★★ – Netflix

Após ser traída pelo namorado, a arquiteta Bea volta a morar com sua excêntrica família para tentar reavaliar a sua vida.

Outro filme bem delicinha de assistir, além de trazer algumas “lições” sobre a vida trabalha com um tom de comédia que deixa a narrativa bem leve. De produção espanhola foge dos típicos filmes hollywoodianos.

 

always-be-my-maybe-poster-405x600.jpgMeu eterno talvez (Dir. Nahnatchka Khan, 2019) – ★★★ – Netflix

Todos achavam que Sasha e Marcus acabariam juntos. Todos, menos eles próprios. No reencontro, depois de 15 anos, os dois começam a imaginar: quem sabe?

Um clichê bem água com açúcar envolvendo dois amigos de infância que se separam por anos e voltam a se encontrar e a gente sabe bem como vai acabar essa história. Acho que dos três filmes que assisti esse foi o que menos gostei. Mas fica a recomendação por trazer personagens asiáticos, e não padronizados, para o protagonismo.

 

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O lagosta (Dir. Yorgos Lanthimos, 2015) – ★★★★ – Netflix

Em um futuro próximo, uma lei proíbe que as pessoas fiquem solteiras. Qualquer homem ou mulher que não estiver em um relacionamento é preso e enviado ao Hotel, onde terá 45 dias para encontrar um(a) parceiro(a). Caso não encontrem ninguém, eles são transformados em um animal de sua preferência e soltos no meio da Floresta. Neste contexto, um homem se apaixona em plena floresta – algo proibido, de acordo com o sistema.

Com as diversas indicações de A favorita na edição de 2019 do Oscar, começou a se falar também de O lagosta, outro filme do diretor Yorgos Lanthimos. Eu estava com alguns anseios de assistir porque a maioria dos comentários que eu via sobre falavam que o filme era um pouco estranho, assim como algumas partes do roteiro de A favorita. No geral eu gostei bastante, achei estranho? Sim, mas não de forma negativa, mesmo porque acredito que o filme trabalha com metáforas para falar de relacionamentos e me fez refletir sobre vários pontos, como a união por conveniência e a necessidade de se ter alguém e estar casado com alguém porque as convenções sociais exigem. Além disso, o filme também mostra a perspectiva dos solteiros que são caçados e as ideologias que eles seguem. No final parece que todo mundo está num nível inexplicável de demência.

 

dumbo

Dumbo (Dir. Tim Burton, 2019) – ★★★★ – Popcorn Time

Holt Farrier é uma ex-estrela de circo que retorna da guerra e encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. O circo em que trabalhava está passando por grandes dificuldades, e ele fica encarregado de cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas gigantes fazem dele motivo de piada. No entanto, os filhos de Holt descobrem que o pequeno elefante é capaz de uma façanha enorme.

Ah eu gostei! Eu assistia a muitos desenhos da Disney quando era criança e sempre gostei muito da história do Dumbo. Nessa versão de Tim Burton eu fiquei encantada e me emocionei em diversas cenas, mesmo porque a história não gira só em torno do elefante, mas também na família de Holt Farrier, as crianças e ainda o funcionamento de circos na década de 1920, bem como a crise que este meio começou a sofrer e o uso exploratório de animais para o entretenimento.

 

Conhece alguns dos filmes mencionados? Já assistiu algum? Quer me indicar algum filme? Deixe tudo aqui nos comentários, vou adorar saber! 😉

 

Até o próximo post!

 

Redes sociais *Skoob/ *Goodreads/ *Instagram/ *Facebook/ * Filmow

2 Comentários

  1. Fiquei super interessada na entrevista com a Malala! Depois vou procurar também (:

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oie Tati! Eu preciso assistir o documentário dela tbm 🙂

      Curtido por 1 pessoa

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