TBR | Os 5 livros que vou (tentar) ler em Março

Oies Bookaholics!

Para quem acompanhou o meu post sobre as Leituras de Fevereiro 2019 viu o quanto eu estou desanimada com as leituras, por isso, resolvi usar uma estratégia para me motivar um pouco: a TBR. TBR (to be read) nada mais é do que escolher de forma antecipada os livros que serão lidos em um determinado período.

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Eu costumo usar esse método apenas em maratonas literárias, mas não sou muito fã desse método como algo mais frequente. Isso porque nem sempre eu sei o que eu tenho vontade de ler, às vezes separo determinado gênero, mas não estou naquela vibe, sabe?. Além disso, eu não gosto de me sentir pressionada para ler (ou fazer) algo, na vida a gente já tem de cumprir tantas obrigações, imagina ainda ficar se “limitando” a mais uma “obrigação” e sentir frustrado por não conseguir atingir a meta no final. Para muitas pessoas funciona, mas essas são as minhas ressalvas sobre o assunto.

Entretanto, nesse mês vou fazer uma exceção e determinar as leituras para Março. Minhas escolhas estão indo de acordo as leituras obrigatórias para a faculdade e também alguns livros esquecidos na minha estante.

Let’s go?!

 

UMA_APRENDIZAGEM_OU_O_LIVRO_DO_15304848431746SK1530484846B.jpgUma aprendizagem ou o livro dos prazeres (Clarice Lispector)

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres é uma história de amor sem histórias. Neste sexto romance de Clarice Lispector (1920-1977), publicado em 1969, não há enredo, trama. Os acontecimentos são banais: a professora primária Loreley, Lóri, um dia conheceu o professor de filosofia Ulisses, que lhe dera carona. Importante, porém, é que os dois procuram descobrir como amar, embora se queiram desde o início. Trata-se de um diálogo de aprendizados, das conversas entre Lóri e Ulisses e de Lóri consigo mesma, de fluxos de consciência de uma mulher em autodescoberta mística, que se prepara para o prazer genuíno. O que é? Para aprender a alegria você precisa de todas as garantias?, uma vez pergunta Ulisses a Lóri. Antes de enfim se unir ao professor, Lóri quer se desfazer das amarras que a prenderam a uma vida limitada, independente, mas solitária, e de amores desimportantes: tenta superar o desconhecimento de si mesma e aprender a viver sem dor.

 

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Amada (Toni Morrison)

A história de Amada se passa nos anos posteriores ao fim da Guerra Civil, quando a escravidão havia sido abolida nos Estados Unidos. Sethe é uma ex-escrava que, após fugir com os filhos da fazenda em que era mantida cativa, foi refugiar-se na casa da sogra em Cincinnati. No caminho, ela dá à luz um bebê, a menina Denver, que vai acompanhá-la ao longo da história. Amada tem uma estrutura sinuosa, não-linear – viaja do presente ao passado, alterna pontos de vista, sonda cada uma das facetas que compõem esta história sombria e complexa. Considerado um clássico contemporâneo, faz um retrato a um tempo lírico e cruel da condição do negro no fim do século XIX nos Estados Unidos. 

 

MULHERESN_RACA_E_CLASSE_1471272733605204SK1471272733B.jpgMulheres, raça e classe (Angela Davis)

Mais importante obra de Angela Davis, Mulheres, raça e classe traça um poderoso panorama histórico e crítico das imbricações entre a luta anticapitalista, a luta feminista, a luta antirracista e a luta antiescravagista, passando pelos dilemas contemporâneos da mulher. O livro é considerado um clássico sobre a interseccionalidade de gênero, raça e classe. 
Um clássico, para o pensador Norberto Bobbio, é um intérprete único de seu tempo, com tamanha reserva de atualidade que cada época e cada geração têm a necessidade de relê-lo e, ao relê-lo, de reinterpretá-lo. Dessa forma, um clássico cria teorias-modelo com vistas à compreensão da realidade, de tal sorte que consegue até mesmo explicar contextos diferentes daquele em que foi gestado.
O livro Mulheres, raça e classe, da intelectual e feminista estadunidense Angela Davis, amolda-se, com precisão cirúrgica, a essa definição. Publicado em 1981, logo se converteu em referência obrigatória para se pensar a dinâmica da exclusão capitalista, tomando como nexo prioritário o racismo e o sexismo. Ordena-se sobre um arco de temas inescapável para compreendermos o modo de funcionamento das sociedades marcadas pela tragédia da escravidão moderna (o papel da mulher negra no trabalho escravo; classe e raça na campanha pelos direitos civis das mulheres; racismo no movimento sufragista; educação e libertação na perspectiva das mulheres negras; sufrágio feminino na virada do século; estupro e racismo; controle de natalidade e direitos reprodutivos; obsolescência das tarefas domésticas).

 

VIPASSANA_DESENHADA_A_LAPIS_S_1551284520858511SK1551284521BVipassana: Desenhada a lápis sanguine e carvão (Mara Romaro)

Nunca eu poderia esboçar o que aconteceu. Vislumbres que se derramaram feito tinta em minha visão e escorreram em meu íntimo, em nuances e grandes impactos na minha vida e alma.
O que você faria se recordasse fatos sensíveis que não viveu, com alguém com quem se deparou na vida?
Vipassana é uma história de fatos e ilusões, sob o ponto de vista dos desenhos, que simbolizam a arte na minha vida e na escrita, a contar da experiência de uma relação que foi permeada insights de uma vida não vivida, suas essências e tangências à vida da outra, trazendo questões psicoafetivas de elo e relação filha e mãe.
Vipassana, termo sânscrito, em tradição budista significa insight na natureza da realidade e existência, significa também “as coisas como elas são”, e há a meditação que significa caminho que conduz ao incondicionado. Vipassana conta história desses vislumbres, suas consequências, âmbitos através dos desenhos que simbolizam artisticamente o elo afetivo em cartas e desenhos em um diálogo interno.

 

DAYTRIPPER_1440905598196148SK1440905598B.jpgDaytripper (Fábio Moon & Gabriel Bá)

QUAIS SÃO OS DIAS MAIS IMPORTANTES DA SUA VIDA? Conheça Brás de Oliva Domingos. Milagroso filho de um mundialmente famoso escritor brasileiro, Brás passa os dias escrevendo obituários e as noites sonhando em se tornar um autor de sucesso – ele escreve o fim da história de outras pessoas enquanto a sua própria mal começou. Mas, no dia que sua vida começar, ele será capaz de perceber? Ela começará aos 21, quando ele conhece a garota dos seus sonhos? Ou aos 11, quando dá seu primeiro beijo? É mais adiante na vida quando seu primeiro filho nasce? Ou antes, quando pode ter encontrado sua voz como escritor? Cada dia na vida de Brás é como a página de um livro. Cada um deles revela as pessoas e coisas que o fizeram ser quem é: sua mãe e seu pai, seu filho e seu melhor amigo, seu primeiro amor e o amor de sua vida. E, como em todas as grandes histórias, seus dias tem uma reviravolta que ele nunca antecipou… Em DAYTRIPPER, os ganhadores dos Prêmios Eisner e Jabuti Fábio Moon e Gabriel Bá contam uma história mágica, misteriosa e tocante sobre a vida – uma jornada lírica que usa os momentos silenciosos para fazer as grandes perguntas.

“…Ganhador do prêmio Eisner (o Oscar das HQs) “Daytripper” consagra dupla brasileira Gabriel Bá e Fábio Moon. Obra mais vendida em março/2011, segundo ranking de gibis do “New York Times”…”

 

E vocês, costumam escolher todas as suas leituras antes ou decidem na hora? Me contem nos comentários, vou adorar saber! 😉

 

Até o próximo post!

Redes sociais *Skoob/ *Goodreads/ *Instagram/ *Facebook/ * Filmow

10 Comentários

  1. Olá! Parecem ser todas leituras muito interessantes! 😀
    Eu fiz uma lista de livros para ler esse ano. Também não gosto de me sentir pressionado, mas ao fazer a lista, eu coloquei a leitura como uma das atividades a que vou me dedicar com mais afinco. Ou seja, é quase como um “Ok, pare, agora tens de esquecer de todo o resto, abrir o livro e viajar…”. Daí que eu já estou lendo um livro que não estava na lista. Tenho a lista para me guiar, mas não me importo de inserir outros livros e deixar alguns para depois. 🙂

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    1. Oies Jauch! Eu já comecei a ler alguns livros desses e estou gostando bastante 🙂 Eu tbm gostava de estipular um nº de livros, não especificar os títulos, e isso me ajudava a ler e priorizar as leituras, só que de uns tempos para cá não funciona mais, infelizmente. Espero que suas leituras sejam incríveis, vai com tudo! 🙂

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  2. Eu sempre gosto de ler no mínimo quatro livros ao mês, mas neste não sei quantos vou ler, estarei viajando por meio mês, visitando lugares, e não pretendo levar livros, mas minha câmera fotográfica. Depois com calma, quando chegar, terei fotos para postar, mas livros talvez nenhum.
    Tentei reler um livro que havia parado no começo do ano passado, que não havia conseguido ler, fui um pouquinho mais na leitura, mas como antes, não me atrai.
    Quantos ao tipo de livro a ser lido procuro não repetir o estilo, além disso tenho que ter vontade de ler, e no momento não tenho, estou voltado para a viagem, Santa Catarina.
    Do smartphone não sai post, fiz um que outro, mas hoje em dia tenho que estar bem sentado diante do notebook para tal, assim como para fazer comentários também.
    Dos livros acima não ouvi falar de nenhum, mas também meu estilo de livro são outros.
    Abraços.

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    1. Oies Mauro! Acho que a melhor coisa é variar os estilos mesmo, porque assim não enjoa e a gente não fica com a impressão de que está lendo sempre a mesma coisa, rs.
      Nossa, eu só consigo escrever no blog pelo computador, já fiz uma vez pelo tablet e foi horrível, passei muita raiva hahaha
      Boa viagem e boas fotos para vc, arrasa!

      Cah

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      1. Obrigado Camila.
        São quinze dias longe do meu blog, olhando, claro, mas ler os comentários ou postar só com o computador, pelo ce
        lular, nada.

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  3. Eu NUNCA consigo ter ideia do que vou querer ler! Hahahaha
    Mas é interessante tentar definir algumas “metas”. Desejo sorte nas leituras desse mês de março!

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    1. Oies! Eu tenho algumas ideias, mas de sentar e determinar quais são, não, rs. Espero que neste mês funcione 😉 Obrigada!

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  4. Angela Davis e Lispector 💓

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    1. Vamos ver se aguento as duas no mesmo mês, rs No bom sentido, é claro!

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