Leituras de Fevereiro 2019 | Lendo em inglês, desânimo com as leituras e 4 livros lidos

Oies Bookaholics!

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Antes de falar propriamente das leituras, vamos relembrar os posts que rolaram nesse mês:

Fevereiro chegou ao fim e percebi o quanto eu estou desanimada com as leituras. Talvez seja porque eu fiquei muito focada e maratonar os filmes indicados ao Oscar desse ano, mas ao mesmo tempo era muito difícil me concentrar e me interessar pelo livros. Eu não sei se vocês já passaram por isso, mas mesmo com leituras muito boas, dignas de 5 estrelas, eu mal queria parar para ler algo. Talvez não estipular uma meta de leitura tenha tirado demais a pressão que eu própria me impunha para ler.

Apesar disso, uma das vitórias foi conseguir ler dois livros em inglês. Sim, eu morro de preguiça e acho difícil, mas foi uma experiência incrível para me mostrar que eu às vezes me auto-saboto. Claro que minha velocidade de leitura é menor por conta do idioma, além de às vezes me prender em termos desconhecidos e ficar na neura de querer traduzir cada palavra.

 

As leituras desse mês foram…

A_HISTORIA_DE_NOS_DOIS_1458317944572561SK1458317944B (1) A história de nós dois (Dani Atkins) ★★★

Emma tem 27 anos, é linda e inteligente e vive cercada de pessoas que ama. Prestes a se casar com Richard, seu namorado desde a época de escola, ela não poderia estar mais empolgada. Mas o que deveria ser o momento mais feliz de sua vida de repente vira uma tragédia. Emma sofre um acidente e é salva por um estranho minutos antes que o carro em que ela viajava explodisse. Abalada, ela decide adiar o casamento. E nesse meio-tempo descobre segredos que a fazem questionar as pessoas nas quais sempre confiara a ponto de duvidar se deve se casar afinal. Para complicar, ela se sente cada vez mais ligada a Jack, o homem que a salvou e que não sai da sua cabeça. Jack é lindo, gentil e divertido, de um jeito diferente de todos que ela já conheceu. Por outro lado, é Richard quem ela sempre amou… 
Uma mulher, dois homens, tantos destinos possíveis. Como essa história vai terminar?

Primeira edição do Projeto Quatro por 4 de 2019: Quatro Por 4 | A história de nós dois, de Dani Atkins 🙂

 

THE_HATE_U_GIVE_1485901285650114SK1485901285BO ódio que você semeia (Angie Thomas) ★★★★★

Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos.
Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos – no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.

Um livro que se tornou um dos meus preferidos da vida! Foi um desafio ler no original principalmente por conta das gírias e expressões mais cotidianas específicas, mas depois do choque inicial deu para levar numa boa. Li o livro e também assisti ao filme, e estou viciada na playlist ❤ Resenha | O ódio que você semeia, de Angie Thomas + Considerações sobre o filme.

 

TEACHING_COMMUNITY_A_PEDAGOGY_1549978161853700SK1549978162BTeaching Community: a Pedagogy of Hope (bell hooks) ★★★★★

Ten years ago, bell hooks astonished readers with Teaching to Transgress: Education as the Practice of Freedom. Now comes Teaching Community: A Pedagogy of Hope – a powerful, visionary work that will enrich our teaching and our lives. Combining critical thinking about education with autobiographical narratives, hooks invites readers to extend the discourse of race, gender, class and nationality beyond the classroom into everyday situations of learning. bell hooks writes candidly about her own experiences. Teaching, she explains, can happen anywhere, any time – not just in college classrooms but in churches, in bookstores, in homes where people get together to share ideas that affect their daily lives.
In Teaching Community bell hooks seeks to theorize from the place of the positive, looking at what works. Writing about struggles to end racism and white supremacy, she makes the useful point that “No one is born a racist. Everyone makes a choice.” Teaching Community tells us how we can choose to end racism and create a beloved community. hooks looks at many issues-among them, spirituality in the classroom, white people looking to end racism, and erotic relationships between professors and students. Spirit, struggle, service, love, the ideals of shared knowledge and shared learning – these values motivate progressive social change.
Teachers of vision know that democratic education can never be confined to a classroom. Teaching – so often undervalued in our society — can be a joyous and inclusive activity. bell hooks shows the way. “When teachers teach with love, combining care, commitment, knowledge, responsibility, respect, and trust, we are often able to enter the classroom and go straight to the heart of the matter, which is knowing what to do on any given day to create the best climate for learning.”

Essa foi a segunda leitura que fiz em inglês nesse ano, e preferi não fazer resenha sobre, pois acho que é um assunto que não é de muito interesse por muitos. A temática principal é gira em torno da pedagogia, mas com práticas de ensino completamente diferentes dos modelos mais tradicionais que já vivemos. A autora bell hooks, feminista negra, relata a partir das suas experiências pessoais e na sala de aula de que maneira um ambiente mais horizontal, de amor e empatia entre escola, professores e alunos. bell hooks aborda as questões familiares, religião, feminismo, racismo e muitos outros pontos. Para aqueles que são da área de educação, a leitura é mais do que recomendada.

 

O jardim das cerejeiras (Anton Tchecov) ★★★

O Jardim das Cerejeiras (Вишнëвый сад ou Vishnyovy como dito em russo) foi a última peça escrita pelo escritor e dramaturgo russo Anton Tchecov. Ela foi encenada pela primeira vez em 17 de janeiro de 1904 pelo Teatro de Arte de Moscou em uma produção dirigida por Constantin Stanislavski. Tchecov caracterizava esta peça como uma comédia com alguns elementos da farsa; no entanto Stanislavski insistia em dirigir a peça como uma tragédia. Desde essa produção inicial os diretores tiveram que lidar com a dualidade da natureza desta peça.
A peça retrata o dia-a-dia de uma família russa que busca um rumo frente às mudanças que se desenhavam na passagem do século XIX para o século XX. 

Começando as leituras obrigatórias da faculdade, li essa curta peça e achei okay. Teatro não é um dos meus gêneros favoritos, mas nesse semestre resolvi dar uma chance e conhecer melhor peças e textos dramatúrgicos.

 

Em breve sairá o post sobre livros e séries, aguardem! 😉

Me digam nos comentários quais foram as leituras que vocês fizeram durante o mês de fevereiro, vou adorar saber! 😉

 

Até o próximo post.

 

Redes sociais *Skoob/ *Goodreads/ *Instagram/ *Facebook/ * Filmow

18 Comentários

  1. Gio - Atraídos Pela Leitura · · Responder

    Às vezes essa falta de interesse nos pega mesmo. Não adianta forçar, o melhor é dar um tempo e retomar com todo o gás. Mesmo assim você conseguiu uma ótima média de leituras, ainda mais que foram dois livros em inglês. Tá de parabéns, menina! No próximo mês será melhor! 🙂 🙂 🙂

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    1. Oies Gio! Ah mulher, difícil né? Ultimamente tenho me interessado muito mais por filmes e séries, rs. Obrigada pelo apoio! ❤ Boas leituras para nós! 😉

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  2. Olá!

    No ano passado também não estipulei meta de leitura e senti o mesmo desânimo, cheguei a passar dois meses com um livro que antes eu leria em uma semana, pois sempre dava prioridade a outras coisas. Foi bem frustrante pra mim ao final das contas. 😦

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    1. Oies Samantha!
      Eitaa, ano passado eu tbm não fiz, e foi muito melhor, eu conseguia manter um ritmo de leitura, sabe? Vou fazer uma TBR para esse mês para ver se as coisas melhoram em março 😉 Boas leituras para nós!

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        1. Espero que funcione! rs

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  3. É comum esse desânimo, uma coisa que acot

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    1. Uma coisa que acontece muito comigo é eu conseguir ler diversas histórias no wattpad enquanto ignoro um livro que está do meu lado, acho que isso é normal e com o tempo o interesse volta.

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      1. Oie! Nossa, amém. Fica aquele sentimento de cobrança, sabe? Fora as leituras obrigatórias da faculdade mesmo…

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        1. Super entendo, to no meu último ano na faculdade e minhas aulas voltaram dia 5 de fevereiro desde então eu percebi que ia ter que desacelerar com o blog e com os livros físicos. To lendo bem mais pelo celular porque ta sempre na mão

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          1. Ai Luana, tamo junto! Vai com tudo nessa fase final, e que tenhamos tempo e ânimo para conciliar tudo 😉

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          2. Sim, infelizmente existem prioridades que acabam sugando nossas forças pra certas coisas ainda mais quando já lemos tanto pra faculdade. Mas vamos conseguir!

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  4. Ler em inglês. Esta é um dos poucos desejos literários que eu tenho. Estou com alguns e-books, mas sempre bate aquela preguiça pois fico achando que não vou entender direito, etc.
    Como é essa experiência? Você traduz o que não entende ou vai lendo e encaixando as palavras no contexto?
    Abraços.

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    1. Oies Gabriel! 🙂 Sei bem como é esse sentimento, mas então, meu maior desafio é não ficar traduzindo toda a palavra, pq senão quebra o ritmo de leitura. Mas se estou lendo algum texto acadêmico faço questão de traduzir as palavras que não conheço porque pode mudar completamente o entendimento. Já com os livros não-acadêmicos minha maior dificuldade é entender as gírias, como aconteceu com The Hate U Give, já que tem muito uso do Afro American English.

      Mas não desiste, o ritmo é mais lento, mas não é impossível! 😉

      Abraços!

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