25ª Bienal do Livro de São Paulo 2018… Eu Fui!

Oies Bookaholics!

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Essa foi a minha 4ª bienal consecutiva e apesar de algumas coisas legais eu fiquei um pouco decepcionada 😦  . Desde o momento em que começaram a anunciar os autores internacionais, sendo que não tinha um amor tão grande por nenhum deles a ponto de pegar senhas para autógrafos de alguém que era mais fã do que eu do David Levithan, por exemplo. Eu percebi que a espera de dois anos não ia me deixar totalmente satisfeita, e infelizmente isso foi comprovado, porque sinto que não aproveitei o evento como gostaria, e nem tive tanta paciência para fazê-lo. Como eu consegui o credenciamento como influenciadora digital por conta do blog, não precisando pagar pela entrada, resolvi valorizar essa condição e fui em três dos dez dias de evento.

 

  • Organização 

Apesar de pequenas melhorias como distribuição de senhas pela internet e o aplicativo no celular com agenda para palestras e mapa do local (muito confuso para mim, m por exemplo, eu achei que a organização deixou muito a desejar. O local estava super lotado, principalmente no sábado do dia 11, as filas para pegar o ônibus gratuito no Tietê (e na Barra Funda segundo uma amiga) estava demorando muito tanto para ir como para voltar, já que pagar R$ 40 reais de estacionamento é um absurdo. Apesar de ficar super feliz por ver que um evento literário consegue se superar em número de visitantes a cada edição, é triste ver que os organizadores menosprezam a quantidade de pessoas que podem e que comparecem ao evento. Havia filas enormes para tudo, mas nessa edição, e talvez por eu estar mais velha e sem paciência, senti que a coisa estava fora de controle, os corredores pareciam ser bem estreitos e intransitáveis para o público, tanto que no dia 11 eu cheguei por volta das 13:15 e antes das 15 já estava indo embora 😦 Eu acredito que o Pavilhão do Anhembi não seja mais o lugar adequado para a realização do evento, principalmente nos finais de semana. E conversando com algumas pessoas, elas disseram que a São Paulo Expo, onde é realizada a Comic Con, um lugar mais adequado e maior.

Muita gente estava reclamando da entrada, pela demora na compra do ingresso e/ou pela fila do credenciamento, mas é aquela coisa, é sempre bom comprar os ingressos antes e imprimir, para justamente evitar esse tipo de situação 😉 Outro ponto que precisa ser repensado, e foi sugestão da mãe de uma amiga, que é professora de primeiro ano, é que deveriam ter dias e/ou períodos específicos para a excursão de escolas com alunos tão pequenos do ensino fundamental I, crianças com 6, 7 anos. Sobre a alimentação no meu primeiro dia levei lanches de casa por conta do preço alto e da qualidade, mas o que eu vi era que os combos custavam no mínimo R$ 20, mas como não cheguei a comer nada não posso falar sobre os outros fatores, e a água custava R$ 5, mas os bebedouros estavam funcionando numa boa, apesar de ser bem difícil de localizá-los. E sobre os banheiros evitei água (e torci para não ter um piriri) porque a situação também estava bem precária com tanta gente usando.

O que me motiva a ir e sofrer nesse tipo de evento, além do meu amor pelo universo literário, é por ser eu ser de São Paulo e ter acesso a um evento que muitas pessoas que moram longe gostariam de viver. Mas ressalto que mesmo morando por aqui eu também passo por alguns perrengues, como depender do transporte público para atravessar a cidade, cerca de duas horas, mesmo período que uma pessoa do interior faz. E além disso é um evento que acontece a cada dois anos, dá para me preparar, mesmo sabendo de quão cansativo e estressante é, inclusive com pessoas sem educação que esbarram em você e não pedem desculpa e nem licença, principalmente os adolescentes que estavam em excursão de escola, reunidos em grupinhos gritando e correndo (estou revirando os olhos só em lembrar disso, rs).

 

  • Sobre as palestras

Pela programação eu não consegui assistir a muitas palestras, já que dava conflito com o horário do meu trabalho acabei assistindo apenas uma com o ator/autor Lázaro Ramos que foi incrível! Um bate-papo que além de ter os livros como foco, tratou também da questão do racismo, preconceitos e diversidades. Saí de lá apaixonada por ele e pelo trabalho que tem desenvolvido com os livros infantis, teatro e televisão ❤ Algumas outras palestras iam rolar no mesmo dia (o sábado do dia 4), mas eu estava com tanta dor de cabeça que preferi ir embora (minha pressão caiu e fiquei super mal).

 

  • Sobre o preço dos livros

Eu costumo dizer que Bienal não é o melhor lugar para comprar livros, mas eu até conseguir achar alguns livros que eu queria com preços bem legais e alguns descontos. Claro que livros em lançamentos estavam basicamente com preço de capa, mas se fosse talvez quisesse outros títulos poderia encontrar, garimpando bem nos stands de R$ 5 e R$ 10, as Lojas Americanas também tinha alguns achados que valiam muito a pena, ou até mesmo nos stands das próprias editoras. E por falar nisso, a Saraiva, que na edição de 2016 tinha o maior não stand, não participou dessa Bienal, mas a polêmica é tema para outro post 😉 Eu comprei 7 livros e farei um post falando melhor sobre cada um deles, sairá em breve! 😉

 

  • Os stands mais legais 

Apesar de não conseguir entrar em todos os stands por conta das filas enormes, vários stands estavam com uma decoração incrível. O Grupo Editorial Record tinha uma estátua em tamanho real da Celaena (protagonista de O trono de vidro), a Leya manteve a tradição e colocou o famoso trono da série de George R. R. Martin, e ainda inovaram com uma Roda de Prêmios que contava com descontos e brindes para os sortudos. A Submarino criou um espaço em formato de estação que tinha até uma cabine telefônica (estilo aquelas vermelhas de Londres), contando também com espaço para bate-papos. A Intrínseca criou um túnel de livros numa estrutura feita com 2.700 livros, além disso, na sexta-feira do dia 10 montaram um quarto temático da Lara Jean, protagonista da trilogia Para todos os garotos que já amei ❤ Outro stand que fez muito sucesso, foi o da editora Astral Cultural que montou um cenário para os fãs do filme/livro A barraca do beijo.

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Mas, os únicos que consegui ter paciência para esperar pela foto foi o da Papel Pólen, trabalhado em madeira e com uma poltrona que fazia muito sucesso; Intrínseca e o da Amazon (que tinha R$ 100 de desconto em todos os Kindles) e quem compartilhasse a foto com a # ganhava um pôster.

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  • Encontro de blogueiras 

Dizer que foi maravilhoso conhecer as meninas que acompanho pela blogsfera e que me acompanham também, é pouco. Entre elas: a Dri (Uma paixão chamada livros), a Willy (Entre nos mundos), a Myreia (Pequena Bibliotecária) e reencontrei a May (Coelho da Lua)  e a Brenda (Sobre Livros e Traduções) ❤

 

  • Estudantes da Letras-USP

Minha amiga Carol, que também é escritora, foi comigo e pode ir até o stand da sua editora para autografar os últimos exemplares do seu livro, e acabamos encontrando a Cláudia, que também ingressou no curso no mesmo ano que a gente. O mais engraçado é que a Cláudia me achou no sábado do dia 4 e depois na sexta-feira do dia 11, rs. Eu também encontrei com a Mariana, mas não tiramos fotos, de novo, rs. Acabei conhecendo na fila de autógrafos do Grupo Editorial Record a Bia, que também faz Letras, rs.

 

  • Autores nacionais

Como eu disse anteriormente eu não me interessei por nenhum dos autores convidados de fora e aproveitei muito os nacionais, uma das melhores coisas dessa Bienal! ❤ Pude encontrar e reencontrar os autores nacionais como a Babi Dewet, Pam Gonçalves e Bel Rodrigues que gosto muito e foram super fofas, como sempre! ❤

E conhecer outros como a Fernanda Nia, Felippe Barbosa e Lucas Rocha.

 

  • Booktubers

Eu não participei do Encontro de Booktubers e inscritos porque achei que iria estar muito cheio, mas ainda assim acabei encontrando alguns queridos como o Victor Almeida (Geek Freak), Paulo Ratz (Livraria em Casa), a Thami (Resenhando Sonhos) eu vi enquanto estava numa fila, a Karine (Kabook Tv) encontrei rapidamente mas não tiramos foto.

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  • Profissionais do setor 

Outros três queridinhos que conheci por conta de eventos literários e que pude reencontrar nessa Bienal foi a Gui Liaga (agente literária e fundadora da Agência Página 7), a Shirley (gerente de marketing do Grupo Editorial Record) e o Thiago Mlaker (editor da Editora Verus, selo do Grupo Editorial Record).

 

Essa foi a minha experiência nesse ano, e gosto de compartilhar porque eu sei que muitas pessoas moram longe e/ou não sabem como o evento funciona, e espero que por esse post vocês consigam ter uma ideia de como é, mesmo com as minhas reclamações, rs. Eu Eu tenho muita vontade de conhecer a Bienal do Rio e acho que vou começar a me preparar para o evento do ano que vem. Me digam nos comentários como foi para você essa Bienal, quais os pontos positivos e os pontos negativos, se gostaram ou não, vou adorar saber! 🙂

 

Até o próximo post!

 

A Bookaholic Girl (2)

 

 

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16 Comentários

  1. Gio - Atraídos Pela Leitura · · Responder

    Que legal vc compartilhar ess experiência conosco. Vejo que mesmo com os problemas citados, teve muita coisa boa e deu pra vc aproveitar um pouco.

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    1. Oies Gio! Sua linda ❤ Sim, apesar dos pesares deu para aproveitar sim várias coisas, e mesmo reclamando estarei lá na próxima edição kkkk. Bjos da Cah

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  2. Com o seu relato eu me senti no evento, de verdade. Apesar de nunca ter ido a algo tão grande eu imagino o perrengue diante da falta de educação de alguns. Suas fotos ficaram ótimas.
    Vc está de parabéns pelo post.
    Abraço.

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    1. OIes Gabriel! Fico muito feliz por vc ter gostado! Eu sofro, reclamo mas sempre vou, é inevitável hahaha. Abraços!

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  3. Cah, foi ótimo te reencontrar! ❤

    Eu estou desde segunda-feira tentando escrever um post sobre a Bienal, mas está difícil de sair. Adorei o seu post e achei bem curioso porque foi parecida com a experiência que eu tive em 2014. Percebo que, quando visitamos a Bienal durante a semana, a experiência é outra. Por exemplo, este ano fui numa terça-feira, e achei os corredores espaçosos, não peguei fila para nada (compra de ingressos, banheiros, estandes) e achei os banheiros apresentáveis até (com exceção de a maioria estar com a trava quebrada). Se eu conseguir concluir o meu texto, vou incluir link para a sua percepção. É sempre bom saber os dois lados, né?

    Beijo,
    Brenda
    https://sobrelivrosetraducoes.com.br/

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    1. Brenda! É sempre bom te encontrar, seja por aqui ou pessoalmente ❤ Lembro do caos que foi 2014, tanto que só fui em um dia, mas gostei bastante por ter encontrado o Harlan Coben e ter a oportunidade de ter conhecido vários booktubers que estava começando a seguir. Poxa, realmente para vc ir na terça-feira foi mais tranquilo mesmo, rs E sim, estou esperando pelo seu post 😉 Obrigada por compartilhar, depois vou atualizar quando o seu sair! ❤ Bjos da Cah!

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  4. Oi Cah, tudo bem?
    Adorei seus comentários sobre o evento!
    Eu nunca compro livros em eventos, sempre acho mais barato comprar em promoções online. Mas, pra conhecer gente, deve ser incrível. ❤ E também curti muito o túnel da Intrínseca.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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    1. OIes Priih! Fico muito contente por vc ter gostado do post 🙂 Eu gosto de comprar livros quando tenho a oportunidade de pegar autógrafos com o autor ou quando estão em promoção, fora isso, só pela internet, e comparando bem os preços hahaha. O ruim é que quando fui no stand da Intrínseca eles só estavam deixando tirar selfies para evitar filas e muita gente esperando 😦 mas valeu a pena! 🙂 Bjos da Cah! ❤

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  5. Menina, lendo o seu relato das filas e dos perrengues, confesso que passei pela mesma coisa. 😯 Filas enormesss, empurra-empurra, cotovelada, pisão no pé 😢. Já tinha ido em outras edições da Bienal, mas essa no sábado (11) estava lotada demais. Quem sofre de fobia com lugares lotados iria ter um troço lá rsrs. Mas tirando esses percalços a Bienal é um lugar maravilhoso para encontrar pessoas que tbm amam livros. Da próxima vez vou dia de semana rs. Bjss, Agnes.

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    1. Oies Agnes! 🙂 Mulher pensei que eu fosse a única “chata do rolê” hahaha. Eu quase entrei em desespero nesse sábado e preferi ir embora pq fiquei muito estressada. Mas continuamos sofrendo e participando das bienais da vida! rs Bjos da Cah ❤

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  6. […] post sobre a 25ª Bienal do Livro de São Paulo 2018 eu compartilhei a minha experiência, mas nesse post vou falar melhor sobre os preços dos livros […]

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  7. Se esse não foi um dos posts mais esperados, eu não sei qual é! hihi
    Menina, não sei nem por onde começar, que tanto de informações (adoro quando você faz posts assim 😍) Fiquei babando nas suas fotos! A do túnel de livros da Intrínseca e a poltrona pra lá de chique da Pólen são um sonho!
    Sou louca para encontrar a Bel e a Pam pessoalmente ❤ Fico feliz de você ter conseguido sobreviver aos adolescentes alvoraçados e aos banheiros lotados hihi, Mas é assim mesmo, quando a gente gosta muito de uma coisa, encara filas, cansaço e tumulto.

    Enfim, obrigada pelo post ❤ me senti um pouquinho lá!

    Beijinhos 😘

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    1. Eu nem sei nem o que dizer! Obrigada por me motivar a postar, mesmo quando não estou lá nos meus 100% ❤ ❤ ❤ Espero de verdade que um dia você tenha a possibilidade de ter experiência num evento como esses, com direito a todos os perrengues, é claro 😛 😛

      Bjos

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  8. […] dizer que agosto se resume em uma palavra: Bienal! Fiz dois post sobre: 25ª Bienal do Livro de São Paulo 2018… Eu Fui! contando a minha experiência nessa edição e um outro sobre as aquisições Bienal do Livro […]

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  9. […] 25ª Bienal do Livro de São Paulo 2018… Eu Fui! […]

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