Discussão: que elementos tornam um livro bom para você?

Oies Bookaholics!

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A ideia desse post é discutir, no sentido de trocar ideias, sobre que pontos vocês consideram que tornam um livro bom em detrimento de outros. Longe da ideia de estabelecer regras ou desmerecer a opinião alheia, meu objetivo com o blog sempre foi o de levantar a bandeira contra os preconceitos literários, por esse motivo também acredito que essa discussão tende a ir nesse sentido.

Bom, mas por que cheguei a este questionamento?

Meu gosto literário vem mudando ao longo dos anos, parte por conta do curso de Letras que exige a leitura obrigatória de muitos livros clássicos. Ao mesmo tempo, com o meu amadurecimento pessoal passei a enxergar o mundo de uma forma diferente, meu interesse por assuntos mais voltados aos debates das minorias como racismo, feminismo e lgbt (sei que a sigla mudou mas acho que vocês entendem bem o sentido aqui) cresceu muito, além das temáticas dos regimes autoritários, como a ditadura militar.

Percebi que ultimamente os livros que eu tenho considerado como meus livros favoritos são esses que conseguem desenvolver muito bem essas temáticas, que a princípio eu não considerava nos meus hábitos de leitura, mesmo porque hoje o espaço para autores que trabalham suas histórias baseadas em questões sociais estão mais “em alta”. Acho que também vale a pena um olhar nessa oposição que ainda existe entre os livros clássicos e os livros best-sellers, sendo o primeiro considerado com um valor de prestígio em detrimento do segundo. Recentemente rolou uma polêmica justamente sobre os livros clássicos e os best-sellers, especificamente os mais voltados ao público jovem, protagonizada pelo clube de assinaturas TAG Experiências Literárias e acho que vale muito a pena conferir o artigo sobre o assunto:  A treta da TAG: a lição que isso trouxe para o mercado do livro 😉

Percebi que histórias que histórias que são muito envolventes, mas que não pontuam alguma questão social de relevância acaba não se classificando no meu padrão de 5 estrelas. Por exemplo, ao fazer algumas releituras de livros que eu tinha amado antes, não causaram mais o mesmo impacto, achando a história fútil em vários momentos. Mas, ao mesmo tempo, eu continuo lendo livros que são considerados os tais “livros de entretenimento”, porque nem toda leitura precisa ser uma leitura pesada que tem a função obrigatória de mostrar uma causa problemática da sociedade.

Por que se fala tanto como a trilogia Cinquenta tons de cinza e/ou a Saga Crepúsculo são tão ruins? Enfatizo: não há um certo ou errado em relação aos gostos e preferências, não há problema nenhum do que você gosta e do que prefere ler. Diante de tudo isso, se é que faz sentido para vocês a maneira como me expressei aqui: a influência da faculdade e o meu amadurecimento se voltando mais aos problemas sociais, gostaria de saber: que elementos tornam um livro bom para você? É a história, é o gênero, é a temática? O que faz um livro se tornar uma das suas leituras favoritas? 

 

Até o próximo post!

Camila Melo

 

 

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24 Comentários

  1. Oi! Adorei o post!!
    Bem, para mim, acredito que uma história tenha de ser, antes de tudo, envolvente. Não é necessariamente a temática ou o gênero, mas a forma como esses elementos são desenvolvidos na história. Às vezes, entre dois livros com temas parecidos, posso gostar muito mais de um que de outro. Um livro bem escrito também faz toda a diferença!
    No final das contas, tudo vai muito do gosto de cada um mesmo… E realmente, esse gosto pode ir mudando ao longo dos anos.
    Ainda leio muitos romances “água com açúcar” e os adoro. Mas já enxergo menos brilho do que enxergava antes. Porém, ainda são uma leitura prazerosa, relaxante.
    Gosto muito de bibliografias ou histórias que contam eventos reais,com uma narrativa bacana!

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    1. Ah, obrigada pelo comentário! 😉

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    2. Ops, faltou acrescentar que sim, se a história não for envolvente, perde o ânimo durante a leitura mesmo, rs. Eu já li algumas biografias, mas relacionadas às histórias de empreendedorismo e adorei tbm… Concordo bastante com vc! 🙂

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  2. gostei da ideia. bem, um livro se torna interessante pra mim “pela capa”: eu compro/empresto se o título e a temática me agradam, ou se alguem que considero muito me indicou. e sim, com o passar do tempo, nossas leituras vão mudando. quando comecei a ler com frequencia, lia muito Julio Verne, Sherlock Holmes, Amyr Klink…hoje minha leitura é mais voltada para as finanças, investimentos, economia, cultura e história. Estou terminando de ler a biografia do Churchill e gostando muito.

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    1. Oies! Primeiramente seja muito bem vinda 🙂 Agradeço desde já a sua colaboração na discussão! Quem nunca escolheu ou julgou um livro pela capa, né? rs Eu cheguei a ler alguns livros de empreendedorismo quando cursei técnico em adm e Processos Gerencias, hj passo bem longe, rs … Uma curiosidade: você sabe me dizer se esse livro do Churchill inspirou o filme “O destino de uma nação”? Bjos da Cah! 🙂

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      1. pelo que fala na Wikipédia, não, o roteiro foi comprado pronto:
        Em 5 de fevereiro de 2015, foi anunciado que a Working Title Films tinha adquirido Darkest Hour, um script especulativo do roteirista Anthony McCarten (de A Teoria de Tudo) sobre Winston Churchill na ocasião dos dias iniciais da Segunda Guerra Mundial. [2]

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      2. aproveitando, já deixei várias dicas de livros no meu site, talvez você possa se interessar por algo https://vidarica.me/tag/livro/ e https://vidarica.me/tag/livros/

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        1. Ah, vou conferir! Muito obrigada 😉

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  3. Oiii!
    Gostei bastante do seu post e eu prezo pela história/capa, se a capa ja prende minha atenção ja é meio caminho andado e depois vou para sinopse e é ai que o livro me ganha.
    Então baseio minha avaliação por aí, se a história me cativou, se entregou tudo que ‘prometeu’ e por aí vai, Confesso que não sou das maiores fãs de clássicos, são poucos que me ganham rsrs.

    Beijos!

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    1. Oies Nathy! Obrigada pela sua participação na discussão 🙂 Legal levantar essa questão da capa dos livros, e pensando bem vi que antes esse fator me influenciava muito, hj não, provavelmente pela influência de booktubers. Difícil eu escolher um livro hj para ler totalmente “aleatório”, sabe? rs Bjos

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  4. Fiquei aqui pensando sobre seu post e, pouco surpresa, concluí que as leituras que possuem alguma problemática social imediatamente chamam minha atenção (não a toa, tenho em Jorge Amado um dos meus escritores favoritos de todos os tempos! rs), mas tb admito que, as vezes, preciso de leituras que apenas me façam esquecer da realidade (por vezes dura) que vivemos. E é aí que incluo autores mais suaves na minha lista de queridinhos, como Rosamunde Pilcher e Jojo Moyers por exemplo. Na verdade, acho que tudo depende do nosso momento. As vezes não estamos preparados para ler certas histórias, mas tb pode acontecer de não querermos ler certas histórias porque elas irão nos confrontar de alguma maneira. Bem… Sem mais delongas e visando contribuir para o seu questionamento, eis alguns elementos que considero relevantes para um bom livro: fluidez; objetividade sem ser raso- o que nos leva a um outro ponto que é capacidade de dizer muito com palavras “cirúrgicas”; personagens que, de alguma forma, façam com que nos identifiquemos com eles, ou seja, personagens realistas; um enredo com quantidade aceitável de conflitos; finais que nos deixem refletindo sobre o desfecho e , portanto, com aquele gostinho que “quero mais”. 😉

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    1. Oies! Primeiramente seja bem vinda ao meu blog 🙂 Muito obrigada pela colaboração na discussão, e não tinha parado para pensar especificamente da maneira que vc pontuou, e sim, concordo muito! Ontem parei em frente à minha estante e fiquei um tempo pensando que livro eu gostaria de ler nesse momento (ignorando as pendências da faculdade, rs) e percebi que não queria ler nada tão denso, pesado, apesar de gostar tanto. 😉 Bjos da cah! 🙂

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  5. Olá! Bom, diversas coisas me interessam em livros, uma delas é a ótica peculiar de cada escritor, a linguagem que ele estabelece, a mensagem filosófica, o relato histórico, o relato pessoal, seu contexto de vida, lugares, pessoas, a humanidade, o conhecimento, a poesia. Ah, a poesia, nossa é uma coisa sem limites… Adoro o extrapolar dos limites, as palavras que não conheço, as palavras que esqueci, as histórias e os enredos geniais, o suspense, ah tanta coisa… Leio múltiplas coisas simultaneamente pois meu tempo e grana não me permitem ler tudo que gostaria.

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    1. Oies! Ahh que delícia ler seu comentário com detalhes sobre elementos intrínsecos a cada autor e leitor! Contribuiu muito para a discussão 😉 Bjos da Cah! ❤

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      1. Deixa eu perguntar algo, você teria interesse em resenhar meu livro, em provável lançamento em final de agosto pela chiado Portugal? Eu estou buscando dois amigos bloggers a me dar uma força nesta fase de lançamento, que receberiam um exemplar para leitura, material de cunho ficção autobiográfica psico-espiritual? Fico no aguardo. Beijos!

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        1. Oies! Podemos conversar melhor por e-mail? Qualquer coisa basta enviar para camilaoms@gmail.com Obrigada pelo convite! 😉 Bjos

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          1. ok, mcromaro@gmail.com, entraremos em contato.

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  6. […] Um formato de post que eu gosto é sobre o de discussões e dessa vez levantei uma discussão sobre gostos de leitura, especificamente sobre o que leva em conta para tornar um livro bom ou ruim e adorei a interação de vocês 🙂 Para maiores detalhes, confiram: Discussão: que elementos tornam um livro bom para você? 🙂 […]

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  7. Adorei seu post, é uma reflexão que nunca fiz.
    Há alguns anos venho comprando livros de pouca circulação em 1,99 e apenas espero a surpresa, alguns eu compro sem saber nada sobre e nisso encontrei alguns tesouros, mas acredito que seja a trama o que faz com que aquele se torne o meu favorito.
    Mas quando avalio um livro, admito que tenho lado crítico e um emotivo, alguns livros considero favorito apenas pelo lado mais crítico e é o caso de muitos clássicos, outros são favoritos por me arrebatar durante a leitura, mas nunca julgo nada no momento da compra

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    1. Oies! Muito obrigada pela colaboração na discussão 🙂 Uau, incrível saber sobre seu hábito, pq confesso que muito do que leio vem por indicação na internet, então a grande maioria são lançamentos e acabo sendo muito influenciada por isso. Engraçado que essa “dualidade” entre os lados crítico e emotivo impactam muito, já teve livros que só por me envolver, mesmo que não tenha uma temática importante eu já ponderei em colocar como favorito, rs Mais uma vez, muito obrigada pela contribuição! ❤ Bjos da Cah!

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      1. Eu também tinha disso, mas então o dinheiro no ensino médio começou a ficar curto e fui obrigada a recorrer a isso, então virou um hábito

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        1. Ah, sim, faz todo o sentido!

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  8. […] que o livro é realmente chato ou ruim, e por entrar nesse parâmetro de valor, sugiro o post de Discussão: que elementos tornam um livro bom para você? 😉 Confesso que às vezes eu costumo variar essa leitura mais densa com alguma outra mais leve e […]

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