Resenha | Fiquei com o seu número, de Sophie Kinsella

Oies Bookaholics!

A última leitura do mês de fevereiro na verdade é uma releitura de Fiquei com o seu número, um dos meus livros preferidos da autora Sophie Kinsella 🙂 A primeira vez que o li foi em 2012 e dois motivos me fizeram relê-lo: primeiro a Cotia (Cara de Cotia) leu e foi procurar a minha resenha, e para minha surpresa eu não tinha feito (claro que o blog só nasceu em 2015, mas nem resenha no Skoob eu tinha feito, e como assim não tinha resenha de um dos meus livros preferidos!); já o segundo motivo se faz por eu participar este ano do Desafio Fuxicando Sobre Chick-Lits, e acabei cumprindo o item nº 9, que consistia em ler um chick-lit que te ganhou pela sinopse 😉

 

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I’ve got your number – Editora Record – 2012 – Chick-Lit – Releitura – 4 Estrelas

Sinopse: A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

 

Sophie Kinsella tem o dom de criar histórias hilárias a partir de mulheres que estão em situações um tanto complicadas e num certo momento até insolúveis, e Fiquei com o seu número expressa muito bem isso.  Poppy está imersa em problemas muito mais profundos (não que ela tenha percebido) do que a perda do anel de noivado e o celular. A autora conseguiu trazer um pouco mais de profundidade ao desenvolver seus personagens a partir de pequenas camadas, revelando suas angústias e fragilidades. É muito fácil e rápido sentir empatia e se apegar à trama, um tanto mirabolante em diversos momentos, confesso.

A narrativa em 1ª pessoa, pela perspectiva da protagonista Poppy, por um lado nos deixa acompanhar aquilo que ela mesma tem acesso, conforme as coisas vão ocorrendo, e nos induz a pensar e ver somente de uma maneira, acreditar que está tudo bem. Mas, sabe aquele ditado de quem está de fora vê melhor? Acaba sendo muito bem trabalhado por Sam, proporcionando uma troca entre os dois, que a princípio parecem ser opostos um ao outro, mas fazendo-os amadurecer e enfrentar seus problemas.

Independente do que já aconteceu, a vida é curta demais para não se perdoar. A vida é curta demais para se guardar ressentimentos. (Pág. 154)

Há muitas confusões a partir do momento que Poppy e Sam passam a dividir o mesmo celular, além dos preparativos para o casamento de Poppy, seu relacionamento com os futuros sogros,  e ainda o ambiente corporativo em que Sam trabalha. É uma leitura para dar boas risadas. E claro, tudo no melhor clima londrino que você respeita 🙂

Cabe mencionar também as notas de rodapé que a autora utiliza no livro. Há todo um “conceito” sobre notas de rodapé e elas são hilárias, e até irônicas, porque geralmente não gostamos de ler notas de rodapé e até pulamos, mas essas são muito engraçadas e valem muito a pena.

 

A experiência de uma história muda numa releitura?

Sim! E para mim foi diferente em vários aspectos. O primeiro deles diz respeito ao livro físico, Sophie Kinsella costuma escrever “pequenos” calhamaços de 500 páginas, e, foi muito ruim ficar carregando-o na mochila e me equilibrando no ônibus, detalhe que antes não me desanimava tanto, rs. Anyway…

Mas a gente muda ao longo do tempo, passamos por experiências que mudam nossas prioridades e formas de pensar. Isso porque a Camila de 2012 não é a mesma Camila de 2018. Hoje eu busco histórias que me inspirem, que tragam um diálogo pertinente da sociedade e sua cultura, então para mim hoje essa leitura foi mais uma leitura de entretenimento, não que não precisamos de diversão também 😉

Em alguns momentos parece que a personagem é fútil, se arrisca até o último minuto para as coisas funcionarem, mesmo sem ela estar lidando bem com aquilo. Mas ao mesmo tempo, fiquei pensando nas pressões que sofremos para sempre agradar os outros e ter que passar a imagem de uma mulher simpática, forte, inteligente e independente.

Mas às vezes precisamos ter coragem. Às vezes, precisamos mostrar  às pessoas o que é importante na vida. E tenho um instinto muito forte de que fiz a coisa certa. Talvez não a coisa mais fácil, mas a coisa certa. (Pág. 155)

Preciso dizer também que algumas cenas mirabolantes me incomodaram um pouco, mas acho que na verdade eu peguei ranço dessa técnica que autoras do gênero Chick-Lit desenvolvem, como se tudo que tivesse que acontecer com a protagonista vai acontecer, e você fica falando para si mesmo: ah ta, isso não aconteceria na realidade. E até acho que essa história funcionaria muito bem numa adaptação cinematográfica

Mesmo assim, eu gostei da leitura, fui surpreendida em alguns detalhes que tinha esquecido, principalmente aos mistérios que vão surgindo e suas respectivas resoluções. Sophie Kinsella é uma das autoras que eu sempre vou ter muita consideração e que provavelmente vou ler suas histórias, para aliviar a tensão de dias tão caóticos…

 

Até o próximo post!

Camila Melo

 

 

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13 Comentários

  1. Aí sim! Nada como a resenha de uma profissional!!! Adorei! 😍😍😍

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    1. Aiii só vc mesmo, rs! ❤ ❤ Bjos

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  2. […] 4. Fiquei com seu número (Sophie Kinsella) E para fechar o mês, optei por uma releitura, e não é qualquer releitura, é de uma das minhas autoras queridas, rs. Confiram: Resenha | Fiquei com o seu número, por Sophie Kinsella. […]

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  3. Amei a resenha! Na verdade, já quero ler esse livro faz tempo, mas tinha esquecido dele (é tanto livro que a gente quer ler, né?), mas agora vou anotar na minha lista de leitura…

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    1. Oies! Fico muito feliz por vc ter gostado, e quando ler me diga o que achou, tá? 😉 Sobre os livros para ler, são tantos, numa lista infinita hahaha. Bjos

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  4. Você e suas resenhas maravilhosas! Mulher, eu tinha desanimado bastante com a Sophie, em 2015 eu li Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, e achei muito cansativo e confesso que até meio chatinho, (Não se ofenda, por favor hihi) mas depois de ler a sua resenha, estou pensando seriamente em ler mais um livro da autora. Ando lendo livros com temáticas sérias demais, e como você disse, precisamos ler algo divertido de vez em quando né?
    Beijinhos 😘

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    1. Oies! 🙂 Olha Geo, tinha uma época em que eu lia muito Sophie Kinsella, mas eu não suporto mais a série da Becky Bloom (li até o 6º livro) e não aguentava os mesmos problemas de sempre, tem tanto assunto que merece atenção, não é? rs Mas fico feliz por vc ter se animado, rs Leia e depois me diga o que acha 😉 Bjos ❤

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      1. É verdade! Com o tempo as prioridades vão mudando né?
        Tá bom, eu leio e te aviso se eu gostei 😉
        Beijinhos 😘

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  5. Oii! Eu já li esse livro e na época gostei muito, foi uma leitura realmente para relaxar! Adorei a sua resenha e os pontos abordados! É engraçado essa história de releitura, eu reli um livro tempos atrás e foi tão curioso, porque apesar de ter gostado senti que algo mudou e penso que um dos fatores foi a idade, conforme vamos amadurecendo nossos gostos começam a se alterar.

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    1. Ah, acho que esse é um dos livros mais conhecidos da Sophie 🙂 Super concordo, acho que o fator principal é a idade, porque a gente começa a ter noção de coisas diferentes, novos olhares e perspectivas! 😉

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  6. […] Ler um chick-lit que te ganhou pela sinopse – Fiquei com o seu número, por Sophie Kinsella […]

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  7. […] Fevereiro 1. Uma viagem sentimental (Lawrence Sterne) 2. Em águas sombrias (Paula Hawkins) 3. Férias de natal (W. Somerset Maugham) 4. Fiquei com seu número (Sophie Kinsella) […]

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