Resenha | Minha vida (não tão) perfeita, por Sophie Kinsella

Oies Bookaholics!

As leituras por aqui estão bombando e hoje tem a resenha de mais um livro amorzinho para vocês 😉 Fazia muito tempo que não lia um livro da diva Sophie Kinsella e estou muito feliz por compartilhar aqui! ❤

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  • Título original: My not so perfect life
  • Editora: Record
  • País: Inglaterra
  • Gênero: Chick-Lit / Romance
  • Lançamento: 2017 – Lançamento Brasil: 2017
  • 406 páginas
  • Classificação: 4/5

 

 

Sinopse: Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella. Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok… Não é bem assim… Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa , seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter – a executiva que tem tudo a seus pés – possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?

 

Eu simplesmente amo os livros da Sophie Kinsella e caso tenha a curiosidade, eu pude conhecê-la em 2015 ❤ ❤ (confiram: * Sophie Kinsella *) Anyway, o fato é que ela é uma das minhas autoras favoritas da vida e de uns tempos para cá eu deixei de ler seus livros. Quando eu vi o lançamento deste livro fiquei super empolga e já confesso que adorei. ❤

A Sophie (bem íntima eu né?, rs) tem uma escrita tão gostosa e envolvente que logo no início de seus livros já temos empatia pelos personagens principais e estamos completamente envolvidos na história. Minha vida (não tão) perfeita não foge disso, com um ritmo bem tranquilo embarcamos no mundo de Katie, uma mulher de 26 anos que é do interior da Inglaterra e tem o sonho de morar em Londres. Após cursar a faculdade de Marketing (Publicidade e Propaganda talvez) ela acredita que o seu sonho se tornará possível, mesmo que com algumas adversidades pelo caminho.

Katie faz alguns estágios e se vê diante de sua maior oportunidade: trabalhar como assistente de pesquisa na Cooper Clemmow, uma agência de publicidade muito conceituada.  Demeter, é sua chefe e inspiração não só profissional, mas em tudo, afinal ela tem a vida perfeita, segundo Katie, é rica, tem uma casa e roupas maravilhosas, uma família linda e participa de inúmeros eventos.

Ser assistente é o primeiro passo para uma carreira de sucesso, porque ao contrário de Demeter, a vida de Katie não é bem o mar de rosas que ela publica no seu perfil perfeito do Instagram. Katie mora num “apertamento” que divide com dois colegas não tanto “normais” e no seu quarto mal cabe sua cama, tendo até que pendurar suas roupas numa espécie de rede com o risco de cair tudo em cima dela. Seu salário é extremamente contado para suas despesas, suas roupas são compradas em brechós e uma lista de restaurantes que ela iria se tivesse dinheiro suficiente, e o pior, seu trabalho é muito longe de seu novo lar, é uma luta todos os dias.

Primeiro: poderia ser pior. No que diz respeito à distância até o trabalho, poderia ser muito pior, e eu preciso me lembrar disso sempre. Segundo: vale a pena. Eu quero morar em Londres, eu quero viver isso; e a distância até o trabalho faz parte dessa coisa toda. Faz parte da experiência de Londres, como a Tate Modern. (Pág. 9)

Narrado em primeira pessoa, estamos conectados às perspectivas dessa protagonista que tenta enxergar o lado positivo das coisas, afinal, ela está vivendo o seu grande sonho. Mesmo porque ela não pode admitir o quanto as coisas têm sido difícil e nem pedir ajuda ao pai, que não concorda com os planos da filha única, que ele criou sozinho após a morte da esposa, de ir morar na “cidade grande”.

Além disso, Katie quer se tornar uma nova mulher em Londres, desde o corte de cabelo, óculos, seu sotaque e até mesmo seu nome, porque em Londres ela é Cat (em português não fica muito evidente, mas a pronúncia é diferente, joga no Google 😉 ). Katie tem vergonha de suas origens, mas sente muita falta do pai e da madrasta, mas acredita que sua cidade natal não é para ela.

As coisas ficam muito piores quando Demeter, a chefe megera despede Katie. Seus planos vão por água abaixo e sua busca por um novo emprego se torna um martírio. Eu me vi muito na pele da Katie, porque há dois anos atrás eu estava desempregada quase surtando, já formada (Letras é a minha segunda graduação) e sem muitas expectativas no mercado, que além de exigente passa por uma crise econômica.

Eu sei que o mercado de trabalho é competitivo, e sei que todo mundo o considera difícil, mas não consigo deixar de pensar Onde foi que eu errei? Fui muito mal na entrevista? Sou ruim e ponto? E, se sou ruim mesmo… o que vou fazer? Um abismo enorme está se abrindo na minha mente. Um buraco negro assustador. E se eu mal conseguir achar um trabalho remunerado? (Pág. 172)

Como medida provisória Katie volta para sua cidade natal para ajudar o pai e a madrasta num novo negócio, transformar a Fazenda Anters em um glamping, uma espécie de camping de luxo. Tudo estava correndo tranquilamente até que sua ex chefe Demeter, se hospeda com a família. Detalhe que a forma que a “mulher da vida perfeita” demitiu Katie não foi das mais “humanas” possíveis.

Eu preciso dizer que tudo isso se desenvolveu até a metade do livro e era justamente o que estava na sinopse. Eu acredito que não deveria ter tantos detalhes assim, porque a sensação que fica é que as coisas demoram demais para acontecer, e que o efeito surpresa foi anulado. Por exemplo, se eu não soubesse pela sinopse que a chefe acabaria indo parar no negócio da família eu ficaria mais empolgada para saber como seria a situação, como a Katie lidaria com Demeter, se tentaria uma vingança e coisas do tipo.

Mas nada ofusca a outra metade! A história conta com algumas reviravoltas, e é um misto de surpresas, risadas e algumas pequenas lágrimas. A relação da Katie com o pai e com a fazenda, seus aprendizados e sua mudança de princípios. É bem emocionante e nos faz torcer muito por essa protagonista. Vai Katie! 😉

Você já se sentiu uma bússola e viu a seta girando, tentando encontrar um lugar pra parar? […] Pois então, meu cérebro é assim. Ele está bem confuso. (Pág. 307)

Vale lembrar que o livro tem algumas passagens muito divertidas, e como eu li este livro basicamente no ônibus e metrô, dava alguns sorrisos contidos, rs Apesar disso, esse livro não é tão engraçado como outros livros da autora, mas é uma boa pedida para quem quer relaxar, ter uma leitura mais leve, e foi ideal para mim depois de várias leituras obrigatórias da faculdade. 🙂

Porém o livro consegue ir além e nos mostra que nem sempre a vida de outra pessoa é perfeita como imaginamos. Nos faz refletir sobre a necessidade de postar fatos e fotos nas redes sociais, tipo ostentação sabe?

Acho que finalmente descobri como me sentir bem em relação à vida. Sempre que vir alguém muito feliz, lembre-se essa pessoa também tem seus momentos não tão perfeitos. Claro que tem. E, sempre que você vir sua própria situação não tão perfeita, se sentir desesperado e pensar: minha vida é isso?, lembre-se: não é. Todo mundo tem um lado brilhante, ainda que seja difícil de encontrar às vezes. (Pág. 387)

Essa leitura veio no momento certo, conhecer e dividir as aflições de Katie sobre os apertos financeiros foi super divertido e maravilhoso. E você qual é o lado da sua vida não tão perfeita? Recomendo: vocês precisam ver isso 😉

Eu recomendo essa leitura para todos! 😉 

Ah… E como estou nesse clima de voltar a ler Chick-Lits, recomendo a resenha de uma leitura recente que fiz: Resenha | O diabo ataca em Wimbledon, por Lauren Weisberger 😉

 

Até o próximo post!

 

EST. 2015

 

 

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10 Comentários

  1. Não conhecia essa autora, muito legal!!! Bjs!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Juju eu amo! Dá para descontrair, muito divertido! ❤

      Curtido por 2 pessoas

  2. Oi Cacá! Nunca li nenhum livro da Sophie, esse gênero nãp me atrai muito…
    bjs

    Amor por Livros

    Curtido por 2 pessoas

    1. Oies Reh! Aiii lê sim, talvez vc goste, dá uma chance vai 😉 shuahsua Bjos

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  3. wau ainda existem autoras que sabem escrever livros que fix..

    Curtido por 1 pessoa

  4. Eu amo os livros da Sophie! Sempre que preciso de um animo recorro a ela, livros engraçados e rápidos! Não tinha visto esse lançamento ainda!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oies! O meu sentimento é o mesmo! Sophie Kinsella tem o dom de nos tirar do tédio ❤ Leia este livro e depois me diga o que achou 😉 Bjos

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  5. Eu não conhecia essa autora e já estou aqui espiando o seu post sobre ela e o encontro com a mesma. O único livro de Chick-Lits que já li foi “O Diabo Veste Prada” e eu adorei o estilo, me animei com a sua resenha para ler mais livros assim e com certeza essa escritora será a próxima.

    Sobre o livro resenhado, super me identifiquei quando você diz “(…) tenta enxergar o lado positivo das coisas, afinal, ela está vivendo o seu grande sonho”, no momento estou vivendo a realização do meu primeiro emprego, e não apenas isso, estou trabalhando exatamente no que sempre quis. Há momentos difíceis, que me questiono várias vezes se estou fazendo certo, se as coisas deveriam estar melhores e toda a pressão… mas acabo sempre tentando olhar o lado positivo, afinal, “estou vivendo o meu grande sonho” rs. Enfim, o que mais me chamou atenção na história, foi como as coisas são sempre uma surpresa, quer dizer, ninguém espera ser demitida do seu emprego dos sonhos, certo? E como a vida real é bem diferente do que vimos em postagens por aí, seja no facebook e/ou instagram.

    Adorei a resenha e o blog, bjss ❤

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oies! Primeiramente seja muito bem vinda ao meu blog 🙂 Eu amo livros desse gênero, mas com as obrigações da faculdade e meu interesse em outros assuntos quase não leio mais, acredita? É o gênero que sempre me tira da bad ou de uma ressaca literária sabe? ❤ E foi um sonho poder encontrar com a Sophie! ❤ ❤

      Eu também estou vivendo um sonho, ao cursar Letras, e para não prejudicar muito meus estudos apenas trabalho como estagiária, e tenho que engolir alguns sapos, mas é aquilo, estou vivendo meu sonho de cursar Letras (que tbm já não garante um salário daqueles, kkkk 😉 )

      Fico muito feliz que vc tenha gostado e leia sim os livros da Sophie (só não indico muito a série da Becky Bloom, rs) de resto os livros são maravilhosos. Os meus preferidos são "Fiquei com seu número" e "O segredo de Emma Corrigan"… Ah, e como vc mencionou "O diabo veste Prada" li recentemente "O diabo ataca em Wimbledon", o último livro lançado por essa autora, tem resenha aqui tbm 😉

      Bjos da Cah! ❤

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  6. […] Confiram: Resenha | Minha vida (não tão) perfeita, por Sophie Kinsella […]

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