Diário da Faculdade | Sobre as oficinas do LERo (Laboratório de Estudos do Romance) no 1º semestre de 2017

Oies Bookaholices!

Mais um Diário da Faculdade, e dessa vez quero falar sobre as oficinas do LERo, o Laboratório de Estudos do Romance (Inglês) oferecido pelo Departamento de Letras Modernas – DLM da Faculdade de Letras / USP.

O Laboratório de Estudos do Romance (LERo), instância vinculada ao Departamento de Letras Modernas (DLM) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), reúne docentes e pesquisadores do âmbito de Letras e Ciências Humanas em suas diversas modalidades, principalmente no âmbito da Literatura, Crítica Literária, Literatura Comparada, História e disciplinas afins, que atuam no Departamento de Letras Modernas, em outros departamentos da FFLCH, em outros institutos da USP, bem como em outras universidades brasileiras, onde desenvolvem pesquisas, projetos e trabalhos acadêmicos nesses campos de investigação.  

Fonte: LERo USP

 

As oficinas do LERo eram abertas para todos os alunos do curso de Letras, ou da FFLCH, mas a grande maioria dos participantes era do curso de Letras Português-Inglês, porque fomos muito incentivados pela professora de Introdução ao Romance a participar 😉 As oficinas, além de servirem para as horas de AACC’s, também eram focadas no estudo de literatura inglesa.

Semanalmente, com um tema específico, as oficinas eram ministradas em 3 dias e horários diferentes para alcançar um maior número de participantes. Com meus horários lotados eu consegui participar das oficinas durante às quintas-feiras, das 18h – 19h15 e eu adorei! 🙂 É preciso destacar que diferente das aulas da graduação que são ministradas em Inglês para quem opta por esta habilitação, as oficinas foram ministradas em Português e não era necessário ter lido os livros e textos anteriormente.

No primeiro semestre foram oferecidas 10 oficinas, mesclando teoria e obras. Um dos pontos mais interessantes sobre as oficinas era de elas eram ministradas por alunos do mestrado e/ou doutorado, porque além de nos transmitirem conhecimento, poderiam treinar a dinâmica da sala de aula.

Vou falar rapidamente sobre as oficinas, bora?! 😉

1. Teorias do Romance Inglês: teve como base um capítulo do livro A Formação do Romance Inglês: Ensaios Teóricos da Sandra G. T. Vasconcelos, minha professora de Introdução ao Romance nesse semestre 🙂 Essa oficina conseguiu aprofundar alguns pontos apresentados na própria disciplina, além de destacar o conceito dos 3 pilares do romance: Indivíduo (particularidades) / Experiência (aprendizado) / Tempo (ação sobre o indivíduo).

2. Character and Narrative: teve como base textos de Terry Eagleton do livro How to Read Literature. Pontos sobre personagens e narrativa, que me fizeram pensar não só no romance inglês, mas em qualquer romance,, independente da nacionalidade.

3. Interpretation: teve como base mais um texto de Terry Eagleton do livro How to Read Literature. Na verdade, esse livro foi também utilizado como bibliografia básica para o curso de Introdução ao Romance, e para a confecção de meus trabalhos. Nessa oficina a ideia de que o texto vai muito além do seu autor e do contexto em que foi escrito, e de que todas as interpretações são parciais e provisórias.

4. A sentimental Journey: a primeira obra literária foi do autor Laurence Sterne. Achei a obra bem curiosa porque o autor morre antes de finalizá-la e tem como tema uma viagem da França até a Itália. Publicado em 1768, e foi uma obra encomendada por “assinantes” que já tinham pago pelo trabalho do autor e ficaram sem o desfecho da história. Uma curiosidade é que o autor é citado no prefácio de Memórias Póstuma de Brás Cubas de Machado de Assis.

5. Knowable Communities: teve como texto base um capítulo do livro The Country and the City (O campo e a cidade) do autor Raymond Williams. Traduzido como “Comunidades cognoscíveis” trata da representação do campo na sociedade inglesa do século XIX, na oficina foram mencionadas as obras de Jane Austen. Eu utilizei alguns dos capítulos deste livro para o meu trabalho de Literatura Brasileira 3, especificamente para a análise do livro Diva de José de Alencar, sendo a obra recomendada pelo meus professor 😉

6. Mansfield Park: obra da Jane Austen e que foi muito enriquecedor porque eu só tinha lido Orgulho e Preconceito há muito tempo atrás. Nessa oficina descobri que este é o romance menos popular da autora e da oposição entre as protagonistas de Mansfield Park e Orgulho e Preconceito, além de fornecer algumas ideias de interpretação da teoria literária. Nessa semana na verdade os outros dois dias trataram de Orgulho e Preconceito e na quinta Mansfield Park 😉

7. O século sério: teve como base um texto de Franco Moretti. Remete ao século XIX em que há uma nova dimensão de narrativa, em que sua estrutura compreende os momentos decisivos e os enchimentos. A oficina enfatizou a momento mais sério do romance inglês, que teve início no século XVIII.

8. Jane Eyre: obra de Charlotte Brontë, o enfoque da obra foi nos elementos góticos na obra. Foi muito interessante aprender sobre o conceito de gótico e como se desenvolveu ao longo do tempo. Mais uma obra que entrou para a minha listinha (infinita) de livros para ler. 🙂 E sim, ela é irmã de Emily Brontë, autora de Wuthering Heights (O morro dos ventos uivantes) Confiram: Resenha | O morro dos ventos uivantes (Wuthering Heights), por Emily Brontë 🙂

9. David Copperfield: obra de Charles Dickens. Após a oficina minha vontade era sair correndo e ler o livro, rs … Como curiosidade vale destacar que este foi o primeiro grande best-seller do século XIX. É considerado um Romance de Formação por ter seu personagem principal desde a infância até a vida adulta, retratando suas experiências na difícil arte de viver na Era Vitoriana.

10. When and why – the rise of modern novel: texto base do autor Jesse Matz no livro The Rise of the Modern Novel: An Introduction. Depois do percurso do início do romance no século XVIII, passar por algumas obras do século XIX e temas, a última oficina tratou de abordar alguns aspectos do romance moderno, ou seja, início do século XX. Outros autores foram mencionados, como os críticos Theodor Adorno, Anatol Rosenfeld e até Virginia Woolf e as mudanças ocorridas nas artes com as revoluções tecnológicas.

Enfim, fiz alguns pequenos comentários porque não seria possível colocar tudo que pude aprender durante as oficinas, nem todos os autores ingleses citados como Joseph Conrad e algumas comparações com a literatura francesa. No próximo semestre as oficinas continuam e espero muito continuar os estudos.

Se vocês já leram algumas das obras citadas, ou tem interesse, me digam nos comentários, vou adorar saber 😉

Até o próximo post!

EST. 2015

 

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