Oies Bookaholics!

No sábado do dia 08 de abril, aconteceu o o evento Segundas Intenções, bate-papo mensal com um escritor convidado, programa permanente  dentro da programação da Biblioteca Parque Villa-Lobos ❤ Na edição de abril, o autor convidado foi o autor Julián Fuks.

No ano passado eu participei da edição de Junho com o autor Marcelo Rubens Paiva e esses eventos são incríveis e oportunidades únicas para se conhecer mais dos trabalhos de escritores tão singulares.

Eu não conhecia nada sobre o autor, mas na véspera do evento estava acontecendo uma pequena feira de livros no prédio da faculdade e circulando pelo stand da Companhia das Letras vi o livro “A Resistência” e fiquei muito interessada na história. 🙂 E ainda, foi eleito o melhor romance de 2016 pelo Prêmio Jabuti, maior premiação literária brasileira.

O livro trata de temas que no momento são o meu foco de interesse e estudo: a ditadura militar e violência. A obra se concentra na história de Sebastién, um escritor brasileiro filho de Argentinos, que durante a ditadura militar argentina, vieram exilados para o Brasil, com uma criança adotada, irmão de Sebastién. Maiores detalhes sobre o livro eu contarei na resenha que sairá em breve 😉

  • Quem é Julián Fuks?

Júlian Miguel Barbero Fuks (São Paulo, SP, 1981). Romancista, contista e crítico literário. Filho de argentinos refugiados no Brasil, Júlian Fuks cresce na cidade de São Paulo. Em 2000, ingressa no curso de jornalismo da Universidade de São Paulo (USP). Contribui como resenhista e repórter de literatura em diversos órgãos de imprensa como o jornal Folha de S.Paulo e as revistas Cult e Entrelivros. Estreia como autor em 2004 com o volume de contos Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e Eu.

Em 2009, recebe o título de mestre em teoria literária na USP por sua dissertação sobre o romancista argentino Juan José Saer (1937-2005). No mesmo ano, inicia curso de especialização em estética e arte na Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), na Espanha. Em 2010, participa da antologia Primos – Histórias da Herança Árabe e Judaica, organizada pelas romancistas Adriana Armony (1969) e Tatiana Salem Levy (1979). Recebe indicações para o prêmio Jabuti e Portugal Telecom pelos livros Histórias de Literatura e Cegueira, de 2007, e Procura do Romance, de 2011.

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural

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  • Além de autor, crítico literário

Júlian Fuks possui uma evidente influência da literatura argentina em suas obras, com referências explícitas a nomes como o contista Jorge Luis Borges (1899-1986) e o romancista Juan José Saer (1937-2005). Como esses autores, Fuks problematiza em seus escritos os limites entre a ficção e a realidade incorporando fatos reais e elementos biográficos, dando-lhes configuração literária. Desse modo, torna-se difícil classificar um livro como Histórias de Literatura e Cegueira. Baseando-se parcialmente na biografia de três autores – além de Borges, o poeta João Cabral de Melo Neto (1920-1999) e o romancista irlandês James Joyce (1882-1941) – Fuks mescla reflexão ensaística, análise crítica de obras dos autores abordados e ficcionalização da vida destes escritores.

A problematização entre ficção e realidade recebe outros contornos em Procura do Romance. Júlian Fuks atribui a Sebastián, protagonista da narrativa, alguns de seus dados biográficos. O personagem, por exemplo, também é filho de pais argentinos refugiados no Brasil. Mais ainda: no livro, Sebastián narra as dificuldades na elaboração de um romance criando uma espécie de metarromance, isto é, um romance cujo tema principal é a processo de escrita de um romance. Devido a tal enfoque não se pode considerá-lo como uma mera autobiografia já que, no decorrer da trama, o autor inventa situações que problematizam a narração colocando a própria linguagem em questão.

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural

O interessante do evento foi conhecer um pouco mais da história e trabalho do autor, que de forma muito consistente vem  se destacando na literatura contemporânea brasileira  Entre os temas discutidos no evento, foram, além da questão da ditadura, a autoficção, a questão da memória, o o próprio ato de narrar.

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Eu gostei tanto do evento que minha vontade era sair lendo tudo que o autor já tinha produzido até agora, rs!

Vocês podem conferir o bate-papo na íntegra no vídeo a seguir:

Para quem é da cidade de São Paulo, vale a pena conferir os eventos do Segundas Intenções que acontecem tanto na Biblioteca Parque Villa-Lobos, como na Biblioteca São Paulo, e para os demais interessados, só conferir os vídeos na íntegra disponibilizados pelas bibliotecas.

Até o próximo post!

Camila Melo

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7 comentários em “Segundas Intenções | Bate-papo com Julián Fuks

  1. Eu ADORO esse tipo de evento! ❤ Muito legal, Cah! Além disso, tenho muito interesse pelo tema "autoficção" e fiquei super curiosa para ouvir o que ele falou sobre isso. Preciso assistir ao vídeo!

    Beijo,
    Brenda

    Curtido por 1 pessoa

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