Oies Bookaholics!

Continuando com as postagens do mês das Mulheres na Literatura 2017, hoje quero destacar algumas apresentações de mulheres no Slam Resistência. Eu conheci o projeto no ano passado pela página do Facebook e fiquei encantada.

Mas calma, o que é o slam? Slam é uma mistura de poesia, música e performance onde os autores retratam as experiências da sua vida e do cotidiano. O Slam Resistência acontece em São Paulo, especificamente em batalhas na Praça Rooselvet, no centro da cidade. Mas os vídeos são postados tanto no Facebook, como no YouTube, para que todos possam ter acesso.

Depois que comecei a assistir aos vídeos eu fiquei apaixonada pela força, pela expressividade, pela verdade e pelas emoções das performances. Mais ainda quando são mulheres se apresentando, pois relatam casos de machismo, violência, aborto, a vida na periferia, racismo e todo risco que nós mulheres vivemos no cotidiano.

Os vídeos são emocionantes, impactantes. É a poesia quem vem das ruas, a poesia que dá espaço e voz às mulheres que sempre foram silenciadas, abusadas e oprimidas. Confiram:

  • Larissa Marques

“… Ela não faz o que você quer
Então você chama de vadia
E alguns ainda dizem, respeito mulher só por que tenho mãe
Então saiba que você tem muito o quer aprender com cada uma de nós
Toma Vip, senta na frente e assista,a revolução que está vindo pesada
Contra você
Seu arrombado,seu machista! …”

 

  • Mariana Felix

” … Se levantou ensaiou as explicações para o pastor ,pra sua mãe, pra sociedade
Pensou em procurar aquele do que ela carregava era dono da metade
Mais recuou não queria o que dentro habitava
Não queria escolher nome próprio nem ser casada
Queria mesmo era sua vida mudada … “

 

  • Jade Fanny

“… Parece ser algo de 50 anos atrás, mas não,
ainda hoje se estivermos sozinhas no espaço público ou privado
sem que um homem nos acompanhe, há algo de errado
Até que ponto é inconsciente seu psiu na rua?
Até que ponto é considerada normal sua conduta?
Atração? imposição, socialização
Impulso? abuso! me recuso
Mas tenho que sair de casa todos os dias traçando rotas mentais mais seguras
tendo que calcular segundos, minutos, horas
Pra que de tempo de chegar em casa ao final do dia sem ter sido violentada
FISICAMENTE … “ 

 

  • Sabrina Lopes

“… Um dia, um homem me disse que eu não era uma mulher pra casar. Pensei, pensei, pensei e concordei, realmente, eu não sirvo pra isso ou pra aquilo, afinal eu não tô aqui pra servir! Casamento pra você é serviço, contrato firmado? … “

 

  • Mayara Vaz

 

  • Mel Duarte 

” … Verdade seja dita
Você que não mova sua pica pra impor respeito a mim.
Seu discurso machista, machuca
E a cada palavra falha
Corta minhas iguais como navalha
NINGUÉM MERECE SER ESTUPRADA!
Violada, violentada
Seja pelo abuso da farda
Ou por trás de uma muralha
Minha vagina não é lixão
Pra dispensar as tuas tralhas … “

 

Eu imploro para que vocês assistam pelo menos um dos vídeos desses que destaquei! Vai abalar a sua estrutura! 

Até o próximo post!

Camila Melo

Me acompanhem nas redes sociais *Skoob / *Instagram / *Facebook / * Filmow

 

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3 comentários em “A voz da mulher no Slam Resistência

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