Resenha | O mal-estar na civilização, por Sigmund Freud

Oies Bookaholics!

Nesse post vou falar sobre a segunda leitura concluída durante a Maratona Literária de Carnaval Segura o Livro 🙂  Essa foi uma leitura remanescente da disciplina de Literatura Brasileira II e gostei muito 😉

Para aqueles, que assim como eu, nunca tinham lido nada a cerca da temática da psicologia e psicanálise o texto é muito tranquilo e essa edição traz algumas notas explicativas que auxiliam durante a leitura. Não vou me aprofundar muito porque não tenho familiaridade com esses tipo de assuntos, vou apenas destacar alguns pontos que achei interessantes.

MARATONA LITERÁRIA DE CARNAVAL – SEGURA O LIVRO: DESAFIO LER UM LIVRO DE NÃO-FICÇÃO 

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  • Título original: Das Unbehagen in der Kultur
  • Autor: Sigmund Freud
  • Editora: Penguin & Companhia das Letras
  • País: Alemanha
  • Gênero: Psicologia / Psicanálise
  • Lançamento: 1930 – Lançamento Brasil: 2011
  • 96 Páginas

Sinopse: Escrito às vésperas do colapso da Bolsa de Valores de Nova York (1929) e publicado em Viena no ano seguinte, O mal-estar na civilização é uma penetrante investigação sobre as origens da infelicidade, sobre o conflito entre indivíduo e sociedade e suas diferentes configurações na vida civilizada. Este clássico da antropologia e da sociologia também constitui, nas palavras do historiador Peter Gay, “uma teoria psicanalítica da política”. Na tradução de Paulo César de Souza, que preserva a exatidão conceitual e toda a dimensão literária da prosa do criador da psicanálise, o livro proporciona um verdadeiro mergulho na teoria freudiana da cultura, segundo a qual civilização e sexualidade coexistem de modo sempre conflituoso. A partir dos fundamentos biológicos da libido e da agressividade, Freud demonstra que a repressão e a sublimação dos instintos sexuais, bem como sua canalização para o mundo do trabalho, constituem as principais causas das doenças psíquicas de nossa época. 

Como eu mencionei anteriormente, parte do capítulo 3 desse livro foi utilizado durante as aulas de Literatura Brasileira II, e diz respeito as 3 razões que tornam o sujeito infeliz, fizemos comparações desses pontos com o personagem Fabiano de “Vidas Secas” e Macábea de “A hora da estrela”.

“A vida, tal como nos coube, é muito difícil para nós, traz demasiadas dores, decepções, tarefas insolúveis. Para suportá-la, não podemos dispensar paliativos.” (Pág. 18)

  1. a prepotência da natureza;
  2. a fragilidade de nosso corpo;
  3. a insuficiência das normas que regulam os vínculos humanos na família, no Estado e na sociedade.

Tomando das anotações da sala de aula, fica mais claro pensar que a primeira razão não faz parte do controle humano e é necessário um estado de alerta constante às catástrofes naturais. A segunda razão também não faz parte do controle já que a vulnerabilidade do corpo ocasiona doenças e o envelhecimento. Já a terceira razão diz respeito às relações sociais mal sucedidas e englobam mentiras, hipocrisia, frustrações, etc.

As duas primeira razões geram uma busca pela felicidade, por isso, têm aspecto positivo, já a terceira razão por ter influência humana leva à uma busca autodestrutiva (culpa, mal-estar), dessa forma tem aspecto negativo.

Assim, no que diz respeito à felicidade Freud afirma que:

“Aquilo a que chamamos “felicidade”, no sentido mais estrito, vem da satisfação repentina de necessidades altamente repassadas, e por sua natureza é possível apenas como fenômeno episódico.” (Pág. 20)

Outro ponto que achei muito interessante diz respeito ao sexo e amor:

“Uma das formas de manifestação do amor, o amor sexual, nos proporcionou a mais forte experiência de uma sensação de prazer avassaladora, dando-nos assim o modelo para nossa busca da felicidade. Nada mais natural do que insistirmos em procurá-la no mesmo caminho em que a encontramos primeiro. O lado frágil dessa técnica de vida é patente; senão, a ninguém ocorreria abandonar esse caminho por outro. Nunca estamos mais desprotegidos ante o sofrimento do que quando amamos, nunca mais desamparadamente infelizes do que quando perdemos o objeto amado ou seu amor. (Págs. 26 e 27)

O autor ainda aborda questões como a religião, pontos que caracterizam a cultura, a civilização. Acho uma leitura super válida porque aponta um novo olhar sobre esses temas, sobre a vida.

Mas, contudo, entretanto, todavia …. Pode ser uma bobagem ou coisa completamente sem sentido o que eu vou dizer, mas preciso confessar que esse livro pode ser um pouco problemático para quem assume as afirmações de Freud como sua única verdade. Isso porque para quem focar somente nas 3 razões que tornam o ser humano infeliz, por exemplo, pode se tornar um gatilho de que não há sentido em viver, já que sua vida não será plena, entenderam?

Espero que tenham gostado da resenha e me digam nos comentários se vocês têm algum interesse em livros com essa temática ou já leram, vou adorar saber! 😉

Até o próximo post!

Camila Melo

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3 Comentários

  1. […] para o Estado, o que me lembra de uma das razões que tornam o ser humano infeliz, destacado em O mal-estar na civilização, por Sigmund Freud. Assim, você até pode vencer a fome e a miséria, mas ainda assim não terá uma vida […]

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  2. […] DESAFIO: LER UM LIVRO DE NÃO-FICÇÃO – O mal-estar na civilização, por Sigmund Freud […]

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  3. […] 11/60 – O mal-estar na civilização, por Sigmund Freud […]

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