Sobre uma trilogia que deveria ter sido volume único…

Oies Bookaholics!

Hoje quero falar sobre “Slammed” e já confesso que não curti muito a trilogia =/ Acho que o problema é que coloquei muitas esperanças no primeiro livro, e nos demais eu já tinha visto comentários que refletiram bem o que eu senti durante a leitura.

 

KEEP CALM: NÃO HÁ SPOILERS NESSA RESENHA!

Eu acredito que um dos maiores “problemas” ao ler esta série é que eu me apaixonei pela escrita da Colleen Hoover na Série Hopeless. Depois que lemos algo de um autor pela primeira vez e amamos, é impossível não comparar com as demais obras e esperar que os demais livros sejam maravilhosos quanto o primeiro. Principalmente porque “Métrica” foi o primeiro livro escrito da autora e é o favorito de muitas pessoas, ou seja, minhas expectativas estavam em alta.

Os livros da autora Colleen Hoover são do gênero New Adult, e são leituras muito rápidas e envolventes, seus personagens são apaixonantes e nos fazem sentir muita empatia. Vou focar a resenha mais no primeiro livro da trilogia, porque dos três foi o que mais gostei e também para não dar spoilers dos demais livros. 😉 Mesmo porque qualquer detalhe nos livros da Colleen Hoover acabam se tornando spoilers devido às reviravoltas e mistérios que a autora desenvolve em suas histórias.

download-4 LIVRO I: Métrica (Slammed – 2012)

Sinopse: Após a morte do pai, a ausência torna-se a maior companheira de Lake. A responsabilidade pela mãe e pelo irmão a congelam em um limbo de luto e dor. Por fora, ela parece corajosa e tenaz; por dentro, está perdendo as esperanças. E se mudar do único lar que conheceu não ajuda em nada. Agora em uma nova casa, em uma nova cidade, ela precisa achar seu caminho. E um rapaz apaixonado por poesia pode ser o guia perfeito. Quando conhece o novo vizinho, Layken imediatamente sente uma intensa conexão. Algo que finalmente parece desanuviar um pouco sua realidade. Mas o caminho da verdadeira felicidade não é feito de tijolos dourados, e logo uma revelação atordoante faz o novo relacionamento ser bruscamente interrompido. O dia a dia vai se tornando cada vez mais doloroso à medida que eles se esforçam para encontrar um equilíbrio entre os sentimentos que os aproximam e as forças que os separam.

Narrado em 1ª pessoa, “Métrica” nos conta a história de Layken, uma garota de 18 anos, que juntamente com sua mãe Júlia e seu irmão mais novo Kel se mudam do Texas (sul dos Estados Unidos) para o Michigan (norte dos Estados Unidos) após a morte do pai. Lake, seu apelido, se vê na responsabilidade de estar num novo lugar e dar suporte à sua família após uma perda tão difícil e inesperada. Se acostumar ao novo lugar e ao clima, afinal no Texas não faz tanto frio como no Michigan, se torna mais fácil a partir do momento em que Kel faz amizade com o vizinho Caulder, e a garota acaba conhecendo o irmão mais velho Will.

“- Não foi a morte que deu um murro em você Layken. Foi a vida, a vida acontece. Merda acontece. E acontece muito. Com muita gente.”  (Pág. 200)

Esse é um típico romance “instalove”, ou seja, muito instantâneo, paixão e atração à primeira vista como muitos preferem chamar, rs. E esse foi um dos pontos que eu fiquei “ah ta”, rs. A conexão de Lake e Will é muito forte desde o início, é tudo tão perfeito, tão romântico e encantador. Will convida Lake para um encontro e apresenta a garota o slam.

Slam é um tipo de poesia em que há uma certa encenação e representação de seus autores. Eu já conhecia o slam, pelos vídeos do Slam Resistência (super recomendo, as apresentações são de arrepiar), um movimento que acontece em São Paulo, geralmente na Praça Rooselvet em que as pessoas fazem poesia sobre suas experiências pessoais, envolvendo política, machismo e pensamentos conservadores contras as minorias.

O que eu senti falta, foi de ter lido o livro no original por causa das poesias. Quando se traduz poesia, perdem-se muitas vezes as rimas, as aliterações, o efeito sonoro que o autor criou na sua própria língua. Na edição há até algumas palavras em negrito, ou sublinhadas, outras até em caixa alta, que acredito que sejam para evidenciar uma entonação mais forte, mas mesmo assim, eu senti a falta de ler no original. Desculpem, sou muito chata com isso, mas foi por culpa do curso de Letras, hahaha. 

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Alguns impedimentos acabam interferindo na vida de Lake e Will, e até a metade do livro confesso que achei muito clichê e estava de novo pensando “ah ta”, até que a autora cria uma reviravolta na história que te deixa no chão. Lake precisa aprender a lidar com mais uma situação difícil e tem muita dificuldade em conversar sobre os problemas que a cercam. Ela guarda tudo para si, se afundando em tristeza, raiva e dor, não consegue enfrentar seus problemas.

“Não dá para fugir para outra cidade, outro lugar, outro estado. A coisa que a pessoa está fugindo, seja ela qual for, vai junto com ela. E fica com ela até a pessoa descobrir uma maneira de confrontá-la.” (Pág. 247)

Apesar da garota não saber lidar muito bem com os problemas, afinal cada um tem um jeito de reagir, eu gostei muito da personalidade de Lake e me identifiquei em alguns momentos, rs. Lake quando está brava ou com raiva fala o que pensa, tem momentos histéricos e muito dramáticos, mas ela se doa completamente com aqueles que ama, e tem uma relação de amor muito bonita com o irmão mais novo. As características físicas de Lake me desapontaram um pouco, porque é sempre aquele padrão típico de menina bonita que estamos acostumados e que não representa a grande maioria das meninas que existem.

Will é Will, rs. Não consegui me apaixonar perdidamente por esse personagem, mas ele tem lá as suas qualidades, muitas na verdade. Seu passado o transformou e mudou completamente sua vida e suas ações, ele tem muitas responsabilidades e sua vida é muito diferente dos demais jovens de 21 anos. O que mais gostei é que ele não é o típico garoto bad boy que a mocinha se apaixona, apesar dele ser descrito como um “boy magia”, rs.

Mais um detalhe que gostaria de acrescentar é que cada capítulo incia com um trecho de uma música de uma banda country americana, The Avett Brothers, então é muito legal ler o livro ao som das músicas. Eu até procurei uma playlist no Spotify e como não achei, resolvi eu mesma criar, na sequência em que as músicas aparecem e está disponível nesse link 😉

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“Métrica” é um tipo de livro que vai agradar a muitos, tem romance, drama, um ritmo acelerado e algumas reviravoltas. É para rir, é para chorar, é para se emocionar, é para se apaixonar! Mas, após o sucesso do livro, muitos fãs pediram uma continuação e a autora resolveu escrever mais dois livros para a história.

Se “Métrica” estava sob o ponto de vista de Lake, os demais livros da trilogia são sob o ponto de vista de Will.

LIVRO II: Pausa (Point of retreat – 2012)

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No segundo livro há uma continuação da história e alguns fatos que aconteceram no primeiro livro são lembrados agora pela perspectiva de Will. Há muito drama nesse segundo livro e mais um fato bombástico  de te deixar no chão acontece deixando a leitura mais fluída e emocionante até o final. Mas meu coração ainda assim não conseguia aceitar uma continuação da história. Na verdade eu estou muito saturada com séries, principalmente essas de que o segundo livro contam a mesma história, mas sob a perspectiva de um outro personagem. 😦

LIVRO III: Essa Garota (This Girl – 2013)

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Dois anos se passam depois do primeiro livro  e a história se passa com Will contando a história de “Métrica” para Lake, mas alguns pontos o leitor já conhecia por ter lido “Pausa”, então ficou bem óbvio várias passagens. Sem contar que a forma com a autora resolveu narrar o último livro da trilogia foi um pouco estranho, o capítulos eram divididos no tempo presente e quando voltava ao passado não era como se o personagem do Will estivesse contando para Lake, e sim para o leitor. Eram frases que seguiam o seguinte tipo de estrutura: “Eu levei Lake para tal lugar… Eu estava me apaixonando por ela…” E não “Eu te levei para tal lugar… Eu estava me apaixonando por você…”, confesso que achei muito estranho.

Ao ler a trilogia cheguei à conclusão que muitos também tiveram: deveria ter apenas um único livro, mesmo que tenha sido um pedido dos fãs. Eu já devo ter falado em algum post aqui, mas estou muito saturada de séries, principalmente quando são desse estilo: o segundo livro contado pelo ponto de vista de outro personagem. Vamos inovar! E sinceramente tirando toda a “encheção de linguiça”, os fatos mais importantes poderiam ter ficado no primeiro livro. “Essa garota” foi basicamente desnecessário para mim, porque até mesmo os fatos novos da história não tiveram tanta graça para mim.

Mas preciso admitir, ao comparar essa trilogia com a Série Hopeless, eu vi um crescimento na escrita da Colleen Hoover, um maior aprofundamento dos personagens e reviravoltas de tirar o fôlego. Quero conferir os demais livros da autora, principalmente os livros de volume único para ver se a minha opinião muda, rs.

Se vocês já leram algum livro dessa trilogia ou qualquer outro livro da autora me digam nos comentários, me contem se gostaram ou não. Vamos trocar experiências! 😉

Até o próximo post!

Camila Melo

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12 comentários em “Resenha | Trilogia Slammed: Métrica / Pausa / Essa Garota, por Colleen Hoover

  1. Super me identifiquei com sua opinião! eu li Métrica e amei até hoje é meu favorito dela 🙂 já em Pausa me decepcionei, achei mais do mesmo, só salva a menina vizinha amiga das crianças que é uma fofa! 😊 Então depois nem quis mais ler Essa garota, achei desnecessário e eu também tô saturada de séries. Desde de Métrica o primeiro dela que eu li, eu só li Pausa, Um caso perdido e O lado feio do amor e apesar de ter gostado deles tive alguns problemas com eles principalmente com O lado feio do amor, apesar de tudo gosto muito da escrita dela e tô com Talvez um dia e Novembro 9 aqui para ler vamos ver se gosto mais! Desculpa pelo comentário longo rs Adorei a Resenha bjs ^^

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oies.. Não precisa pedir desculpas não, fique sempre à vontade aqui, rs ❤ A vizinha é incrível mesmo, rs Em "Um caso perdido" só achei desnecessário a forma com que eles lidam com toda a situação no final, na verdade achei bem forçado e sem sentido, mas ok! "O lado feio do amor" ainda não li, mas está na minha listinha enorme, rs Quero ler agora os livros de volume único e espero gostar também 🙂 Sobre estar saturada de séries eu estou muito pq virou modinha sabe? Mas no caso de Slammed os fãs que pediram, infelizmente, rs… É muito difícil eu ignorar um livro de uma série que eu já comecei e se não vejo tantos problemas. Obrigada pelo carinho! Bjos ❤

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  2. Eu somente li a trilogia “Never Never” que apesar de ter um desfecho um tantinho decepcionante, a trama é maravilhosa, você se envolve com a história e o mistério acerca dos protagonistas te faz perder o sono, hehe.
    Adorei sua resenha e confesso que também estou um pouco saturada de séries, não de todas, mas destas que acabam se estendendo sem necessidade, seja por pedido de fãs e/ou mercado.

    “Mais um detalhe que gostaria de acrescentar é que cada capítulo incia com um trecho de uma música de uma banda country americana, The Avett Brothers, então é muito legal ler o livro ao som das músicas. Eu até procurei uma playlist no Spotify e como não achei, resolvi eu mesma criar, na sequência em que as músicas aparecem e está disponível nesse link 😉” Eu AMOOO livro com trilha sonora, acho que torna o enredo tão mais atrativo e envolvente, hihi ♥

    Beijos ❤

    Curtido por 1 pessoa

  3. Ai, Cah… Devo ser uma das únicas que detestou Métrica. (Tenho até um medinho de escrever isso! Hahaha). Eu cheguei a postar lá no SLET explicando os motivos de não ter gostado. https://sobrelivrosetraducoes.com.br/quatro-problemas-de-metrica-slammed/

    Só sei que depois dessa decepção, não conseguiu pegar nenhum outro livro da Hoover para ler. Mas uma hora vou ter que dar outra chance a ela. (No entanto, não pretendo terminar a trilogia Slmammed.)

    Beijo,
    Brenda

    Curtido por 2 pessoas

    1. Brenda, eu tbm fiquei com mega traumatizada com a Collen depois de Métrica (foi o primeiro livro que li dela). Depois dei uma chance para Hopeless e até que gostei muito.
      Ainda hoje, estou sempre receosa em ler um livro dela rs

      Curtido por 1 pessoa

    2. Oies Brenda! Adoro sua sinceridade, rs … Vou conferir seu post 😉 Como eu disse, eu prefiro mil vezes a série “Um caso perdido”, não cheguei a detestar “Métrica” mas não entendi porque tanto hype, pra mim ele é muito clichê, inclusive os demais livros da série são desnecessários, rs… Olha, tenta ler “Um caso perdido” eu pelo menos achei muito melhor! 😉 Bjos

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