Oies Bookaholics!

O post de hoje é dedicado à resenha deste livro que fazia parte da minha Wishlist de Lançamentos 2015. O livro foi tão comentado que queria muito ler, ganhei de presente no Book Haul de Aniversário 2016. Com a estreia da adaptação cinematográfica, resolvi ler o livro somente agora para poder comparar as duas versões.

DESAFIO ANUAL: 49/50

a garota no trem

  • Título original: The girl on the train
  •  Autora: Paula Hawkins
  • Gênero: Literatura estrangeira / Literatura Inglesa / Thriller
  • Editora: Record
  • Lançamento: 2015 – Lançamento Brasil: 2015
  • 378 Páginas
  • Classificação: 5/5 ❤

Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado. 

Saraiva

Esse livro foi muito comentado durante o ano passado, e eu fiquei muito curiosa, principalmente quando anunciaram que nesse ano chegaria aos cinemas a adaptação cinematográfica com a atriz Emily Blunt no papel principal. Por incrível que pareça consegui segurar minha curiosidade e não pegar nenhum spoiler do livro, apesar de ver muitas comparações com “Garota Exemplar”, que eu não li o livro e nem assisti ao filme.

Anyway…

O livro é narrado sob 3 pontos de vistas, 3 percepções diferentes criando um ritmo rápido de leitura. O efeito criado foi muito legal e pertinente, já que existe um mistério a ser desvendado, não ficamos o tempo todo na cabeça de um único personagem, sem saber se devemos depositar total confiança. Inclusive, há vários momentos em que determinados fatos não são exatamente da forma com que foram mostrados pela autora numa primeira perspectiva.

E por mais que tenham três mulheres, não consegui me identificar ou gostar delas. Mas conforme a leitura progredia era possível criar uma certa empatia.

A maior parte do tempo estamos sob a perspectiva de Rachel, uma mulher de 30 anos que está enfrentando sérios problemas: está divorciada, mora com uma amiga e ainda por cima enfrenta problemas com alcoolismo, ou seja, sua vida está um caos total. Rachel trabalha numa empresa de Relações Públicas na cidade de Londres, e precisa pegar um trem todos os dias para fazer o percurso de casa até o trabalho, sempre indo e voltando no mesmo horário.

Anna é a atual mulher de Tom, ex marido de Rachel. Os dois eram amantes e hoje moram na mesma casa em que Rachel dividia com Tom. Com uma bebê de poucos meses, o casal precisa saber lidar com a ex mulher que aparentemente não aceita o fim do casamento.  Eu não conseguia suportar a personagem da Anna, principalmente no final. Quase surtei! rs

Megan é a mulher observada por Rachel todos os dias. Rachel sempre via Megan com seu marido, e os idealizava como o casal perfeito “Jess e Jason”, comparando a sua vida com o relacionamento com Tom. Imagina a profissão de ambos e também suas personalidades, era muito doentio.

O mistério começa num determinado dia quando Megan é dada como desaparecida. Com o sumiço de Megan, Rachel acredita que pode ajudar nas investigações e vai até a polícia, a fim de relatar o que via pela janela do trem.

A construção de cada personagem é outro ponto que merece destaque. A autora conseguiu desenvolver pontos extramente pesados através de suas histórias, a influência e consequências de fatos do passado ecoando e definindo o presente. A história é tocante, é triste e também reflexiva.

O livro é cheio de reviravoltas em um ritmo alucinante, eu fiquei muito agoniada, pois as coisas mudavam a todo momento e queria saber o que tinha acontecido, queria poder solucionar o mistério. O final não tinha passado nem um pouco pela minha cabeça, e confesso que em muitos momentos não conseguia confiar/acreditar em Rachel, muitas dúvidas ficavam em minha cabeça, mas a leitura é surpreendente.

Sobre o filme…

a-garota-no-trem-filme

Eu já tinha postado a resenha, mas acabei assistindo o filme hoje e resolvi falar neste mesma publicação. 🙂 Eu já aprendi / entendi que não dá para esperar que no filme apareçam todos os elementos do livro, seria impossível, mesmo porque são duas formas de arte que funcionam de forma diferente.

O filme em si é muito bom, se foi fiel, posso dizer que em certa medida foi. Não encontrei muitos problemas na adaptação, apenas alguns pontos me incomodaram, mas nada que interferisse muito na história num contexto geral. Eu conseguia enxergar os atores como descritos nas personagens do livro, a não ser pela descrição física do psiquiatra Kamal, que é de origem indiana. Mas são coisas que acontecem…

Eu assisti o filme legendado (mil vezes melhor!)  e primeiramente o que me chamou atenção foi que no filme a história se passa nos Estados Unidos e não na Inglaterra. Foi um tanto curioso, porque a atriz Emily Blunt é britânica.

Um ponto que poderia ter mudado muito a interpretação foi que a polícia foi até a Rachel pelo sumiço de Megan, fazendo acreditar que desde o início ela era uma das suspeita pelo desaparecimento de Megan.

Sobre os pontos positivos:

  • a interpretação dos atores foi brilhante, especialmente de Emily Blunt como Rachel e Justin Theroux como Tom;
  •  assim como o livro, o filme abordou a história sob os três pontos de vista;
  • o tempo também foi fiel, remetendo ora momentos do presente, ora as lembranças do passado das personagens;
  • as cenas finais foram incríveis, mesmo sabendo o que aconteceria eu fiquei surpreendida e chocada com a forma realista que foram desenvolvidas;
  • a mesma emoção que senti com a leitura também foram muito semelhantes assistindo ao filme.

     

     

     

     

     

     

Eu super recomendo essa leitura e também o filme, eu adorei! 😉 Me contem nos comentários se já leram o livro ou viram o filme, vou adorar saber!

 

Até o próximo post!

Camila Melo 

 

 

 

 

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25 comentários em “Resenha | A garota no trem, por Paula Hawkins + considerações sobre o filme

  1. Oi Cah, ótima resenha!
    Eu li este livro ano passado, amei a construção dos personagens e a trama é muito bem desenvolvida. Estou curiosa com o filme, mas é claro que sei que devo assistir sem muitas expectativas, já que quase sempre me decepciono com as adaptações, rs. Vi que é o 49º livro, o que quer dizer que falta apenas um para a completar o desafio anual, parabéns \o/
    Beijinhos ❤

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    1. Oies Bia! Muito obrigada ❤ Eu adorei a história, eu tbm sempre vou com poucas expectativas, mas acabei gostando bastante do filme! Quando assistir me diga o que achou 😉 Acredita que já li o 50º? Não fiz resenha ainda, mas já bati a meta de leitura desse ano 🙂 🙂 Obrigada pelo carinho! Bjos ❤

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  2. Se tem alguém DOIDA pra ler esse livro, sou eu. Infelizmente, tô atolada até a testa de livros pra ler e resenhar, e como não sou muito ágil, tô me embolando aqui, mas, assim que tiver um tempinho, quero muito ler! Adorei a resenha! Beijão cá

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    1. Oies Jéssica! Eu fiquei muito curiosa, pq cada hora é uma coisa e a gente não vê a hora de descobrir o que acontece, rs… Sobre a resenha, mil perdões, eu costumo colocar quando há ou não spoilers, mas acabei esquecendo, de verdade, sorry! =/ Mas depois me diga o que achou do livro 😉 Bjos da Cah! ❤

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  3. demorei bastante pra engatar nele, pensei em desistir algumas vezes. A Rachel é uma personagem um tanto cansativa, não sei se essa é a intensão da escritora ao descrever a personagem – mas ela é uma personagem fraca que beira a ser patética, então vc não fica com dó dela e nem se afeiçoa, só fica meio de saco cheio. Da dó porque em um contexto geral, de certo modo ela é uma vítima, mas… E, a obsessão que ela tem com Megan e Scott – os moradores da casa – é meio sem nexo. Tipo, Ok, ela observava o casal todos os dias (stalker!!) e a mulher desapareceu, ok, mas e daí? Do nada você resolve se envolver na vida de uma pessoa que não tinha absolutamente NADA a ver com você? Do jeito que é exposto não demonstra empatia e sim uma grande falta do que fazer.

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