Resenha | Vidas Secas, por Graciliano Ramos

Oies Bookaholics! Eu tenho um pouco de dificuldade de falar sobre livros clássicos, porque acho que talvez não consiga escrever algo decentemente plausível, mas pensei melhor e resolvi fazer uma resenha sobre!

Primeiramente “Vidas Secas” é um dos meus livros preferidos da vida, é muito frequente citá-lo em basicamente quase todas as TAGs aqui no blog 😉 Eu li três vezes (leitura obrigatória do vestibular) e nesse semestre li novamente para a matéria de Literatura Brasileira II

Eu fico extremamente fascinada quando a literatura consegue abordar o contexto de um período, mostrando uma visão real dos problemas e desafios vividos, chamando a atenção do leitor. E Graciliano Ramos com a obra “Vidas Secas” consegue cumprir essa função de forma muito verdadeira e triste.

A obra se dá durante o movimento modernista brasileiro e Anatol Rosenfeld descreve Graciliano Ramos como o poeta da seca, já que grande parte de suas obras se dedicam às questões vividas na região nordeste do Brasil, principalmente “Vidas Secas” dedicado expressamente à seca e à Civilização do Couro.

DESAFIO ANUAL: 44/50 

vidas-secas-capa.jpg

  • Título original: Vidas Secas
  • Autor: Graciliano Ramos
  • Gênero: Literatura nacional / Romance
  • Editora: Record
  • Lançamento: 1938
  • 155 Páginas
  • Classificação: 5/5❤❤❤

Observação importante: Preciso avisar que para aqueles que não leem livros clássicos por achar a linguagem difícil, esse é mais um exemplo de esse argumento é balela. O livro foi escrito em 1938, época do Modernismo Brasileiro, e não há nenhuma dificuldade para o entendimento da linguagem adotada, exceto por algumas palavras específicas da região do sertão. 

O mais interessante de ler um livro mais de uma vez, é que a cada leitura, você é tocado de uma forma diferente, nunca ficará a mesma percepção das leituras anteriores. E dessa vez, pude ter uma visão mais técnica, do ponto de vista da teoria literária, somados a uma experiência de mundo maior.

Em síntese, “Vidas Secas” trata de uma família de retirantes que vive situações extremas de seca e fome no sertão nordestino. Fabiano, um vaqueiro, Sinhá Vitória e os dois filhos, o menino mais velho e o menino mais novo, juntamente com a cachorra Baleia tentam sobreviver às condições em que estão expostos.

Não foi por acaso que optei por não deixar a sinopse do livro, já que as análises que tive durante as aulas de “Vidas Secas” são bem novas se comparado às impressões que os professores, cursinhos e vestibulares tem cobrado nos últimos anos. Vou fazer alguns apontamentos (baseados em aula e ensaios literários) que confrontam as ideias que vem sendo adotadas até então.

  • Narrador 

O primeiro ponto diz respeito ao narrador da obra, papel de extrema importância. A narrativa da história se faz em 3ª pessoa por um narrador oculto, e se faz necessária a presença de um narrador, pois Fabiano não consegue contar a sua história, não tem recursos suficientes e adequados para isso. Este narrador exerce duas funções:

  1. empatia entre os personagens: ao relatar a situação de miséria dos pobres, a situação da seca no sertão;
  2. superioridade: marca as diferenças entre ele e os personagens, narrador erudito e opinativo: critica e julga os personagens; não consegue lidar com a vida dos pobres., conflito ético.

Essa ideia fica bem evidente na seguinte passagem:

“… Ele, a mulher e os filhos tinham-se habituado à camarinha escura, pareciam ratos – e a lembrança dos sofrimentos passados esmorecera. 

Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. Tirou de aió um pedaço de fumo, picou-o, fez um cigarro com palha de milho, acendeu-o ao binga, pôs-se a fumar regalado. 

– Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 

Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros…

(Pág. 18)

  •  Animalização dos personagens 

A personagem Baleia é vista por muitos como um membro da família e a personificam, mas na verdade a família é que passa por um processo de animalização.

“Sinha Vitória estirou o beiço indicando vagarosamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto.” 

(Pág. 10)

“… Ele, a mulher e os filhos tinham-se habituado à camarinha escura, pareciam ratos – e a lembrança dos sofrimentos passados esmorecera. 

(Pág. 18) 

“O corpo do vaqueiro  derreava-se, as pernas faziam dois arcos, os braços moviam-se desengonçados. Parecia um macacoMontado, confundia-se  com o cavalo, grudava-se a ele. E falava uma linguagem cantada, monossilábica e gutural, que o companheiro entendia.” 

(Pág. 19)

“… deixava os filhos soltos no barreiro, enlameados como porcos. “

(Pág. 21) 

Mesmo num ambiente tão desumano cada personagem que pertence à família teus suas ambições, sonhos. Fabiano quer ter sua própria moradia e ser como o Seu Tomás da Bolandeira, tentava imitar até a forma de falar. Sinha Vitória quer uma cama igual à do seu Tomás. O filho mais novo quer ser como o pai, ter admiração do irmão mais velho e da cachorra. O filho mais velho tem curiosidade sobre o que seria “inferno” e até apanha quando vai perguntar aos pais. A cachorra Baleia em seu momento de morte anseia por preás.

Além de lidar com as situações da seca, a família também sofre durante os momentos de extremo frio, como observado no capítulo “Inverno”. Não há um equilíbrio, o clima é um dos grandes determinantes do destino, circular, desta família.

“As varas estavam bem amarradas com cipós nos esteios de aroeira. O arcabouço da casa resistiria à fúria das águas. E quando eles baixassem a família regressaria. Sim, viveriam como preás. Mas voltariam quando as águas baixassem, tirariam do barreiro terra para  vestir o esqueleto da casa”. 

(Pág. 66)

Fabiano está numa situação de trabalho quase escravo, não há um vínculo empregatício com o patrão, além de ser explorado e não receber o que realmente deveria receber, observado no capítulo “Contas”.

“Nem lhe restava o direito de protestar. Baixava a crista. Se não baixasse, desocuparia a terra, largar-se-ia com a mulher, os filhos pequenos e os cacarecos. Para onde? Hem? Tinha para onde levar a mulher e os meninos? Tinha nada!”

(Pág. 95)

Opressão também faz parte da vida de Fabiano, no capítulo “O soldado amarelo” o vaqueiro tem a oportunidade de se vingar de uma figura autoritária que o prendeu sem justificativa plausível, mas ele não consegue cumprir seu plano.

No capítulo “Fuga” o autor remete ao contexto histórico da escravidão no Brasil durante o século XIX, período de extrema violência e vulnerabilidade. Os negros eram tratados como objetos, mercadoria, não tinham direitos civis. A pior situação era ao negro que fugia, pois se coloca numa posição indeterminada: não é propriedade de ninguém, mas também não tem liberdade. Graciliano Ramos usa da metáfora “negro fugido” para causar impacto e tentar deixar em foco a forma miserável da vida dos nordestinos migrantes no país. Ainda expõe uma verdade: a escravidão brasileira não foi superada.

“Porque haveriam de ser sempre desgraçados, fugindo no mato como bichos? Com certeza existiam no mundo coisas extraordinárias. Podiam viver escondidos, como bichos? Fabiano respondeu que não podiam. 

(Pág. 121)

  • Ausência de linguagem? 

Outra visão bastante difundida é a ausência de linguagem, mas durante a leitura fica claro que os personagens possuem dificuldade de falar, mas conseguem se comunicar entre eles.

  • Ponto de vista sociológico 

É possível notar o abandono que essa família está, são excluídos na sociedade brasileira. Não há ninguém para ajudá-los, todas as portas estão fechadas. São extremamente vulneráveis: fome, sede, não tem salário digno e nem moradia. São descartáveis, pobres, não sobrevivem aos modelos burocráticos pré estabelecidos pela sociedade hierárquica, status predominante na sociedade pobre brasileira na década de 1930 que se reflete até os dias atuais.

Graciliano Ramos tenta reproduzir em seus leitores o efeito de empatia com a situação de seus personagens. Se o leitor não sente empatia, tem uma visão superior à miséria, bem como a superioridade do narrador de “Vidas Secas“.

No campo das artes, Cândido Portinari, em suas obras consegue visualmente corresponder as situações descritas em “Vidas Secas”:

retirantes

“Os retirantes” de 1944 retrata a imagem da família que rompe com o retrato tradicional, o ambiente hostil e morte. Podemos observar os tons utilizados, o ambiente de seca, rostos desfigurados, desumanização, figura cadavérica representando a morte, acompanha a família.

crianca-morta-port

“Criança morta” de 1944 retrata criança em forma esquelética, rito fúnebre com morte ao centro da imagem. Possivelmente a mãe, tem no olhar a perspectiva do choro, ideia de tristeza. Retrato da fome, constituição da miséria, ambiente hostil, intensificação do vermelho expressam o calor em excesso, secura, sangue).

Fica evidente a preocupação das artes, incluindo a literatura, em descrever / ilustrar a situações que milhares de brasileiros vivem.

Esse livro é muito tocante, é o tipo de livro que todos deveriam ler. Eu super recomendo!

Me digam nos comentários já leram e/ou querem ler este livro, vou adorar saber! 😉

Até o próximo post!

Camila Melo 

Anúncios

31 Comentários

  1. Resenha fabulosa! neste semestre tbm estou fazendo esta matéria, e adivinha qual obra meu grupo foi sorteado para ler?
    Vidas secas 😍
    Já li a muito tempo, e sei q Agr vou encarar a leitura com outro olhar.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Aiii Luh, muito obrigada pelo carinho! ❤ Esse livro é muito incrível, e me deu muita vontade de aprofundar mais nas obras de Graciliano Ramos ❤ Se vc quiser posso indicar alguns textos de apoio, e ainda te mandar em pdf, talvez ajude! 😉 Bjos da Cah! ❤

      Curtir

      1. Sério?
        Vou querer se não for incômodo rs

        Curtido por 1 pessoa

        1. Imagina, incômodo nenhum, só me passa seu e-mail, até o final do dia te envio 😉

          Curtir

  2. Caramba, que resenha detalhada! ❤ Primeiro: eu também tenho receio de escrever sobre clássicos! Hahaha Segundo: nunca li Vidas Secas e tenho medo de ler por causa da morte da Baleia (parece besteira, mas eu sofro demais!). Mas fiquei com muuuita vontade de ler depois desta resenha.

    Beijo,
    Brenda

    Curtido por 1 pessoa

    1. Brenda sua linda! ❤ Muito obrigada pelo carinho ❤ Eu tenho muito receio, principalmente pq os livros clássicos carregam toda uma ideia de "perfeição" e até parecem que são intocáveis, como se não pudéssemos falar "mal" ou assumir que não o entendemos, concorda? rs. Eu gosto de trazer os comentários da sala de aula para falar dos livros clássicos, porque acaba trazendo uma visão diferente do que estamos acostumados, e também torna a leitura mais compreensível. Então acho que disponibilizar aqui mude um pouco o conceito que as pessoas têm sobre livros desse gênero, assim eu espero, rs 😉 O capítulo de Baleia é muito triste mesmo, lembro até que um professor do cursinho uma vez disse que quem chorava com "Marley & eu" não tinha nem ideia do que era a história da cachorra em "Vidas Secas". Mas sério, leia sim e depois me conta o que achou 😉 Bjos da Cah! ❤

      Curtido por 1 pessoa

  3. Oie Ca ❤ Maior felicidade entrar aqui e ver que tem resenha sua nova! Primeiro: Nossa, fico muito feliz de saber que não sou a única com receios de escrever sobre clássicos. Eu morro de medo, vai entender hahaha Aliás, no seu caso, deixe de medo e escreva mais SIM! Adorei a resenha; muito, muito boa! Eu gosto MUITO de Vidas Secas, e de todo o significado por trás das linhas. Se não tivesse lido, com certeza leria depois desse texto. parabéns! beijão ❤

    Curtido por 1 pessoa

    1. Giii vc consegue colocar um sorriso no meu rosto e aquece meu coração com suas palavras, muito obrigada! ❤ Foi o que disse para a Brenda aqui nos comentários, gosto de trazer o que foi passado na sala de aula, e compartilhar o que tenho aprendido no curso de letras. Para mim isso é muito importante! E fico muito feliz em saber que você também gosta desse livro, ele é maravilhoso <3.

      Ah! Estou tentando postar as resenhas com mais frequência (acho que manhã saí mais uma 😉 ), mas nem sempre é possível, nem mesmo ler, rs.

      Bjos da Cah! ❤

      Curtido por 1 pessoa

      1. Vim elogiar e eu que acabo sendo elogiada??? hahaha que fofa ❤ Eu só falo verdades!! Olha, pode ficar feliz, porque você trouxe o que foi passado, e trouxe muito bem!! Te entendo sobre a leitura/resenhas… Cadê tempo pra tudo isso? Queria muito postar mais algumas no blog, MAS NAO TENHO TEMPO 😦 ahahaha mas seguimos assim, firmes e forte. Poste mesmo ❤ beijão

        Curtido por 1 pessoa

        1. Aii Gi! ❤ O blog só não fica parado pq consigo atualizar nas horas vagas do estágio, ainda bem! 🙂 E agora que comprei um notebook novo consigo escrever com mais calma em casa, ufaa! 😉 Mas é como vc disse: seguimos firmes e fortes! haha Bjos! ❤

          Curtir

  4. giz de sonhos · · Responder

    Muito tempo faz que não vejo uma resenha tão gostosa de ler. Muito bom trabalho e continue assim. Muito interessante a ligação que você fez com a obra de Portinari.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Uauuu, não sei nem o que dizer, rs! ❤ Muito obrigada, as aulas tem me ajudado muito. Já tinha visto referência de "Os retirantes" mas "Criança morta" não, e faz muito sentido com a temática abordada em "Vidas Secas". Seja muito bem vindo! Bjos da Cah! ❤

      Curtido por 1 pessoa

  5. […] Mais detalhes: Resenha | Vidas Secas, por Graciliano Ramos […]

    Curtir

  6. Que resenha incrível Cah, parabéns!!!
    Você descreveu tão bem a obra, acho fundamental ler os clássicos e com resenhas assim você consegue cativar mais e mais leitores!
    Beijinhos ❤

    Curtido por 1 pessoa

    1. Aiii Biaa! Eu nem sei o que dizer depois de ler seu comentário. Só tenho a agradecer por tanto carinho, significa muito para mim, me inspira a escrever cada vez mais! Obrigada! ❤ ❤

      Curtido por 1 pessoa

      1. Saiba que é uma inspiração para mim, escreve muito bem e o mais importante, escreve com o coração ❤

        Curtido por 1 pessoa

  7. Adorei demais a sua resenha Ca!! Os clássicos são bastante odiados por muitas pessoas, principalmente por ser leitura obrigatória nos vestibulares e por possuírem um vocabulário meio complicadinho, mas acho a leitura deles tão importante, que mesmo sendo obrigada a ler, eu quase sempre acabo adorando! O único que li e que não gostei mesmo foi Til do José de Alencar, mas Vidas Secas quando eu li, simplesmente adorei hehe. O meu preferido, entretanto, continua sendo Capitães da Areia.
    Um beijão ❤ ❤ ❤

    Curtido por 1 pessoa

    1. Naty! Muito obrigada pelo carinho, sua linda! ❤ Os clássicos realmente são odiados e concordo no que vc disse, por mais que "Vidas secas" seja um livro do modernismo (década de 1930), o autor utiliza várias palavras regionais que precisei buscar ajuda nos dicionários, mas ainda sim, dá para ler numa boa, e a história é maravilhosa! <3. Agora estou estudando João Guimarães Rosa, e a coisa ficou muito pior, no sentido de escrita, pq o autor criou uma linguagem própria nas suas obras e tem sido um desafio. Estou correndo de "Til", confesso, mas o pior livro clássico pra mim foi "As cidades e as serras" quase morri de tanto porre, sério, rs. "Capitães de areia" é um amor, e um dos meus livros preferidos da vida! ❤ Bjos da Cah! ❤ ❤

      Curtido por 1 pessoa

      1. Nossa Ca, boa sorte pra ti hehe. Esses livros clássicos tem um linguajar muito complicado mesmo que temos que ler com o dicionário do lado hahaha. As Cidades e as Serras eu não li, graças a Deus, porque parece ser bem difícil e chatinho mesmo. Um que tava lendo esses dias atrás é Mia Couto, mas é literatura africana e está sendo cobrado no vestibular, achei ok a leitura, mas o final achei um pouco sem sentido, e como é africano tem algumas palavras que tem que recorrer ao glossário, o que fica um pouco chatinho, mas tudo bem.
        E sobre Capitães da Areia é puro amor mesmo!! ❤
        Um beijão!!

        Curtido por 1 pessoa

        1. Ai Naty, nem me fale, é bem complicado, mas nos faz sair da nossa zona de conforto, e não é à toa que sempre pego livros mais leves para intercalar, senão eu surto,rs. Nunca li nada do Mia Couto (tanto que descobri recentemente que era O Mia Couto e não A Mia Couto, hahaha). Boa sorte e muito sucesso para vc nos vestibulares! 🙂 ❤ Bjos

          Curtir

  8. […] ressaltar alguns pontos baseadas em anotações durante as aulas, da mesma forma que fiz com Vidas Secas, por Graciliano Ramos, Pauliceia Desvairada, Por Mário de Andrade e Amar, verbo intransitivo, Por Mário de […]

    Curtir

  9. Fabulosa, a sua resenha, sou nova aqui!! Sigam de volta! Mil beijos ❤❤❤

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olá, fico muito feliz que você tenha gostado! ❤ Pode deixar que vou seguir sim! 😉 Bjos e seja muito bem vinda ❤

      Curtido por 1 pessoa

  10. […] o ano passado, a partir da releitura de Vidas Secas e demais contos que pude analisar durante as aulas de Literatura Brasileira II, fiquei muito […]

    Curtir

  11. […] fazer uma comparação e um paralelo com Vidas Secas obra posterior de Graciliano Ramos, em que o maior problema da família de Fabiano é a miséria, […]

    Curtir

  12. […] tenho uma relação de muito amor com a obra, e vocês podem conferir melhor no meu post Resenha | Vidas Secas, por Graciliano Ramos ❤ Eu pude analisá-la com mais profundidade no semestre passado, então além de ter aulas sobre […]

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: