Oies Bookaholics! Para cumprir o desafio do calendário ilustrado do Vitor Martins no mês de Agosto, que era ler um clássico. Resolvi escolher este livro clássico da literatura norte americana. Bora? 😉

DESAFIO ANUAL 40/50

o sol é para todos

  • Título original: To kill a Monckinbird
  • Autora: Harper Lee
  • Editora: José Olympio
  • Lançamento: 1960 – Lançamento Brasil: 2015
  • 364 páginas
  • Classificação: 4/5

Sinopse: Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. ‘O Sol é Para Todos’, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

KEEP CALM: NÃO HÁ SPOILERS NESSA RESENHA!

Eu sempre fui muito curiosa para ler este livro, de verdade. E após a morte da autora em fevereiro desse ano me senti “na obrigação” de finalmente ler esse livro tão aclamado. Mas aí eu comecei a leitura e até a metade do livro fiquei me perguntando: “Ok, o livro não vai ficar bom?” Precisei reler o primeiro capítulo porque estava muito confuso para mim, e eu gosto de falar isso, porque preciso ser sincera com vocês, de verdade 😉

Não sei se acontece com vocês, mas quando um livro é muito superestimado ou subestimado acaba influenciando muito a minha leitura. Se é subestimado já fico esperando e até procurando coisas para não gostar, se é superestimado fico naquela expectativa de esperar o melhor em todas as páginas, em cada linha.

Eu postei na página do blog no Facebook que estava na metade do livro e não sabia ainda o que pensar, um amigo meu respondeu: “Mas alguns livros tb tem q ser interpretados de acordo c o contexto da epoca. Entao trazer esses personagens lutando pelo direitos civis de negros naquela epoca (e eles sendo os ‘mocinhos’) foi uma grande ousadia.” 

E foi exatamente isso que considerei o livro bom. Na verdade desde o começo o livro traz  várias passagens que marcam a questão do racismo nos Estados Unidos na década de 1930, a diferença de classes, preconceitos, mas acredito que o que me incomodou (ou decepcionou) de certa .forma foi a narrativa.

Eu já tinha viso uma resenha sobre “O sol é para todos” e sabe que o livro era narrado pelo ponto de vista de uma criança, mas estava muito confuso no início e não achei uma leitura fácil em vários momentos.

Mas voltando a temática do livro, realmente foi incrível. Tom Robinson, um negro, é acusado de estupro, e contra muitas apostas o advogado Atticus Finch assume o caso para tentar salvar a vida de Tom da execução, caso for condenado. Atticus é um viúvo e tem dois filhos pequenos: Jem, o filho mais velho e Scout, a filha mais nova e a narradora do livro.

“… Só posso dizer que, quando vocês crescerem, talvez se lembrem disso com alguma compaixão e percebam que não os decepcionei. O caso de Tom Robinson é algo que concerne ao âmago da consciência humana. Scout, eu não poderia ir à igreja e louvar a Deus se não tentasse ajudar esse homem.” (Pág. 135) 

O caso do estupro só aparece da metade do livro para frente e sim, dá muita revolta da forma como o livro trata de forma tão real sobre racismo. E pela história se passar numa pequena região em que todos se conhecem há anos, os acontecimentos são bem impressionantes.

A perseguição de alguns vizinhos por Atticus defender um negro e a forma que os filhos precisam lidar com esse caso na escola e na vizinhança, fazem refletir cada vez mais como o racismo é tão predominante na sociedade. A hipocrisia, a maldade e preconceito chegam a níveis extremos.

” – A que ponto chegamos: um Finch indo contra os seus iguais. É demais! – Ela pôs a mão na boca e, quando tirou, fez um comprido fio de cuspe. – Seu pai é igual aos pretos sujos que ele defende!” (Pág. 132)

E a personagem de Scout consegue transmitir a inocência e questionamento de forma tão clara que serve com um tapa na cara da sociedade. Eu quase chorei em alguns momentos e o mais triste é perceber que o racismo continua até hoje, quantos casos nós vimos, não é mesmo? Infelizmente 😦

vá, coloque um vigia

Vale lembrar que no ano passado foi publicado o livro “Vá, coloque um vigia“, a continuação de “O sol é para todos”, após 65 anos sem nenhuma outra publicação da autora. O curioso é que o segundo livro foi escrito antes da publicação do primeiro e a autora não queria publicar a continuação da história de Scout, segundo matéria na Revista Rolling Stone…Ou seja, polêmica!

Eu super recomendo o livro e acho que é uma leitura super válida e nos fazer refletir muito.  É triste, é revelador, é real. Me contem nos comentários se já leram ou querem ler “O sol é para todos”, vou adorar saber 😉

Até o próximo post!

Camila Melo 

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8 comentários em “Resenha | O sol é para todos, Por Harper Lee

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