Oies BOOKAHOLICS! Mais uma leitura finalizada e resenha pra vocês 😉

Uma Curva no Tempo

  • Título Original: Fractured
  • Autor: Dani Atkins
  • Gênero: Romance / Sick-Lit / Ficção Inglesa
  • Lançamento: 2009 – Lançamento Brasil: 2015
  • Editora: Arqueiro
  • 256 Páginas
  • Classificação: 5/5

Sinopse: A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona?
A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

Meu interesse nesse livro era saber como a autora conduziria a narrativa, já que são duas possibilidades diferentes dentro de uma mesma história, se o livro seria divido em duas partes: a vida desmoronada de Rachel ou sua vida perfeita. E também pelo sentimento que temos quando vivemos algo: e se tal acontecimento fosse diferente, e se eu escolhesse isso em vez daquilo?

O livro se inicia 5 anos antes do tempo presente, com a descrição do acidente no jantar de despedida de Rachel e seus amigos ao fim do ensino médio. Nas poucas páginas dessa narrativa conhecemos a relação de Rachel com seu melhor amigo Jimmy, sua melhor amiga Sarah, seu namorado Matt e Cathy, personagens centrais em toda trama, e já há um sentimento de tristeza / sofrência devido ao acidente.

5 anos mais tarde, todos do grupo estão prestes a se reencontrar para o casamento de Sarah. É com muita dificuldade que Rachel se convence a prestigiar a amiga, pois sabe que, para isso, terá de enfrentar a culpa pela morte de Jimmy. Inclusive, a culpa é muito presente nessa parte do livro, Rachel se isola de tudo e todos, quando reencontra a mãe de Jimmy reconhece o porquê de toda sua dor:

Embora ela sorrisse e estendesse os braços para me envolver em um abraço acolhedor, o sofrimento estava tão profundamente marcado em seu rosto que me dei conta de que nenhuma nova emoção jamais seria forte o bastante para apagá-lo. A culpa me cortou como uma facada. Era minha culpa que ela estivesse assim. Minha culpa que ela tivesse perdido seu filho. (Págs. 33/34)

Com a vida destroçada, o rosto desfigurado por uma grande cicatriz e sofrendo de constantes dores de cabeça em decorrência do acidente, Rachel se obriga a encarar os fatos e vai ao cemitério visitar pela primeira vez o túmulo do amigo. Ao chegar lá, sua dor se intensifica a tal ponto que ela acaba desmaiando. E assim se encerra a vida “triste” da personagem principal.

Quando acorda no hospital, Rachel fica surpresa: seu parece estar curado do câncer que o devastava, Jimmy está vivo e Matt – seu ex-namorado – alega ser seu noivo. Sem entender o que lhe aconteceu, Rachel tenta convencer a todos de que nada daquilo pode ser real, mas os médicos apenas a diagnosticam com amnésia. Desesperada por respostas, Rachel precisa primeiro decidir se vale a pena tentar voltar para a vida que conhecia e que, no fim das contas, era muito pior do que ela tinha agora.

Rachel tenta preencher as lacunas dos últimos cinco anos, não que ela realmente sofre de amnésia, mas porque os últimos cinco anos para ela é uma realidade totalmente diferente do que as outras pessoas ao seu redor vivem. Com a ajuda de Jimmy ela tenta buscar uma razão para o que aconteceu com ela, procuram evidências do que Rachel realmente viveu ou não. Todos tentam convencê-la de que ela tem uma vida perfeita: sem cicatriz, com o emprego dos sonhos, noiva, e o seu melhor amigo vivo. Mas mesmo assim Rachel não consegue decifrar o mundo que criou:

Mas por que tudo o que criei é tão terrível? Tão lúgubre e trágico? Por que minha mente criou a doença do meu pai… e a minha também? Por que eu estava tão solitária? Por que não imaginei uma segunda vida perfeita feliz pra mim? (Pág. 133)

Até Sarah questiona Rachel nesse ponto:

Estão todos certos. Você é louca. Ninguém nunca lhe disse que, quando se cria um mundo de fantasia, ele deve ser melhor que o mundo real… e não mil vezes pior? (Pág. 166)

Dentre as várias teorias e hipóteses que também começam a me envolver como leitora, Dani Atkins faz com que sua narrativa tenha um progresso contínuo em busca de uma “solução” para esse mistério até as últimas páginas. Chega até um ponto em que eu não conseguia mais identificar o que era real e o que não era dentro da trama criada pela autora. A escrita da autora é super leve e faz a leitura desenvolver rapidamente, sem muitas descrições.

O final do livro é surpreendente, SEM SPOILER, foi um desfecho que eu não tinha sequer pensado, o elemento surpresa me fez amar o livro, apesar de ser muito devastador, de cortar o coração. Até a capa, linda por sinal, consegue representar bem a história e sintetizar o livro num todo.

Fica a minha recomendação de mais um livro para livro para chorar.

Até o próximo post!

Bjos

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11 comentários em “Resenha | Uma Curva No Tempo, Por Dani Atkins

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